29 de junho de 2009

FRASES SOLTAS

* “Para saber quem sou, basta que se observe o que faço da minha vida. Os fatos revelam tudo, as atitudes confirmam. O que você diz – com todo respeito – é apenas o que você diz. “ (Martha Medeiros)


* O tempo que antecipa o fim também desata os nós.


* Não devemos jamais imaginar que a razão possa alcançar a popularidade. Paixões e sentimentos podem se tornar populares, mas a razão sempre permanece restrita a poucos.


* “[...] Enquadrar-se, viver como vive o ‘homem comum’, achar correto e bom o que ele acha correto: isso é a submissão ao instinto de rebanho. Há que se levar sua coragem e o seu rigor longe o bastante para sentir como uma vergonha tal submissão. [...]”  NIETZSCHE, F.


* “Os hábitos são a vitória do tempo sobre a vontade.”


* “Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade.”


* “Um pouco de sinceridade pode ser bem perigoso, muita sinceridade é absolutamente fatal.”
Marcel Jouhandeau




* “Entendi que existem coisas que às vezes devemos fazer, somente para ter a certeza que não deveríamos fazer mais.”


* “O verme pisado encolhe-se. Atitude inteligente. Com isso reduz a probabilidade de ser pisado de novo. Na linguagem da moral: humildade.” Friedrich Nietzsche


* “Crepúsculo dos ídolos, ou como se filosofa à marteladas”


* “Uma coisa é você achar que está no caminho certo; outra é achar que seu caminho é o único”.


* Liberdade é quando olhamos para o passado e dizemos “foi eu que quis assim”


* “Somos o que somos, mas somos, principalmente o que fazemos para mudar o que somos”


* “O ser humano é cego para os proprios defeitos. Jamais um vilão o cinema proclamou-se vilão. Nem um idiota se diz idiota. Os defeitos existem dentro de nós, ativos e militantes, mas inconfessos. Nunca vi um sujeito vir a boca de cena e anunciar, de testa erguida: ‘Senhoras e senhores, eu sou um canalha’” Nelson Rodrigues
 
 
 

TEXTOS SOLTOS




Ouvindo Luiza Possi.


Especular sobre os devaneios das outras pessoas sempre vai te fazer pequeno.
Pensar, simples e involuntariamente, já esmaga muito do que você acredita, criando outras certezas que serão esmagadas um pouco depois.
É difícil acreditar em algo que exponha o que você realmente é.
É difícil, impossível, ser uma coisa só. Talvez por isso algumas pessoas falem pouco, valorizando o poder do silêncio.

Talvez por isso algumas pessoas falem e riam tanto, mostrando a coragem que querem mostrar que tem, de ser… seja lá o que for.
Mentimos pra nós mesmos, muitas vezes, só para nos convencermos de que somos tal coisa, de que nunca mudamos ou de que agora somos totalmente diferentes.
A verdade é que a nossa existência depende essencialmente da existência dos outros.
Nós somos tudo o que vimos, tudo do que gostamos, tudo o que fizemos e que normalmente não faríamos.
Nós somos aquele calafrio que se sente por alguém com quem você nunca conversou e que nem faz seu tipo, aquela alegria que vem sem explicação, durante o dia mais sem graça, o envolvimento com as personagens de um livro.
Ser é como amar, como ter esperança, essas coisas que não dão pra tocar e das quais a gente vive apanhando.
Thiago, 21 anos
FELICIDADE REALISTA
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um game onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo.
Martha Medeiros
  
BOM CONSELHO
Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança
Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar
Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade
Chico Buarque

A SUPOSTA EXISTÊNCIA
Como é o lugar quando ninguém passa por ele? Existem as coisas sem ser vistas? O interior do apartamento desabitado? A pinça esquecida na gaveta? Os eucaliptos à noite no caminho três vezes deserto? A formiga sob a terra no domingo? Os mortos, um minuto depois de sepultados?
“E nós, sozinhos no quarto sem espelho.”

Carlos Drummond de Andrade

28 de junho de 2009

VOCÊ DE FATO ACHA QUE SOU LEGAL?!

"Como Ser Legal" é o nome do livro que o escritor inglês Nick Hornby lançou este ano. Conta a história de um cara que era um chato e que, quando percebe que seu casamento está indo para as cucuias, resolve se transformar num benfeitor, num boa praça: e se torna mais chato ainda. Todo mundo quer ser legal, e todo mundo se ferra na empreitada. É difícil ser legal o tempo inteiro. A gente consegue ser legal a maior parte do tempo, mas aí faz uma besteira e pronto: tudo o que você fez de bom é imediatamente esquecido e você se torna apenas aquele que fez a grande besteira. Aí você precisa de mais uns dois meses sendo exclusivamente legal para todo mundo esquecer da besteira. E quando eles esquecem, você faz outra, claro. Mas você é legal. Você é simpático com os amigos, dá sempre uma força quando eles precisam. Você puxa papo com o garçom, abre a porta do elevador para sua vizinha entrar, você acaricia a cabeça das criancinhas, você é fiel à sua namorada(o), você até empresta seus discos. Você é 24 horas por dia legal, até o momento em que sua mãe pede para você almoçar na casa dela, você vai e diz que o suflê está intragável. Está mesmo. Mas ela diz que você fala isso só para implicar, aí você pede desculpas, aí ela diz que você nunca aparece e quando aparece é para reclamar, aí você diz para ela parar de fazer chantagem emocional e aí ela corre para o quarto chorando e você, que achava que sua mãe já estava na menopausa, descobre que ela ainda sofre de TPM.Tem hora que é imprescindível chutar o balde. Tem hora que é fundamental deixar a verdade nua e crua vir à tona. Tem hora que você precisa dizer para sua namorada(o): eu te adoro, mas quero ficar sozinho(a) hoje à noite, qual é o problema? O problema é que ela passa a te odiar. E você passa a achar que não tem vocação pra ser legal o tempo inteiro. E é verdade. Ninguém tem. É cansativo. Desgastante. Já somos legais à beça por tentar. Tem gente que nem isso faz. Não é Mesmo?!

 
Enfim você acha Mesmo que eu sou Legal?!
 
Risos...

25 de junho de 2009

OS MEUS MELHORES BEIJOS SERÃO SEUS


Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu
Fico desejando nós gastando o mar
Pôr do sol, postal, mais ninguém
Peço tanto a Deus
Para esquecer
Mas só de pedir me lembro
Minha linda flor
Meu jasmim será...
"Meus melhores beijos serão seus"
Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volto atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais
É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim

Ser sim amado e tudo acontecer
Sinto absoluto o dom de existir, não há solidão, nem pena
Nessa doação, milagres do amor...
Sinto uma extensão divina
É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Quero dançar com você



Ps.: Ela não é perfeita, não. Pensando bem tem uma frase que não se encaixa!


 

17 de junho de 2009

SODA CÁUSTICA - MAIS ÁCIDA DO QUE NUNCA



POR QUE SOU MACABÉA...



Pois bem, aqui estou!
Nossa! Isso é quase espiritual.
E que não estranhem, caros homens desse blog, escrita de mulher é lacrimejante assim mesmo! Quero dizer que esse texto, como tudo que escrevo, trata-se de plágio. Eu nunca que inventei uma palavra. Todas me foram ensinadas, ofertadas ou atiradas. Portanto, não haverá nenhum copyright, podem utilizar as frases em pára-choques de caminhão ou em camisetas de conclusão de curso, se quiserem.
 
(Espero que isso aqui seja, sobretudo, mural de diálogos) explicar por que sou Macabéa e não haveria de ser outra. Mas antes de tudo – Será que existe algo antes de tudo? – Vou tentar explicar-me usando frases curtas, porque não sei falar, mas que fique claro. O amor é uma inflamação grave contagiosa secreta.
A vida é o contrário incessante do não. O não é só uma relutância. Escrever é, solitariamente, cortar-se, ver o sangue jorrar, verter álcool e acender fósforo, juntar as cinzas numa urna e emudecer-se. Ler é o prazer doentio de descascar uma ferida. O único livro mesmo é a vida, o que a gente ler é só prefácios. E por fim, tudo que a gente ama de verdade nesse mundo a gente cospe e beija ao mesmo tempo. (Verdades contestáveis).
Eu sou Macabéa em sua incompetência para a vida.
Eu sou Macabéa em seu desaprumo.
Eu sou Macabéa, que era, só porque tinha de ser.
Eu sou Macabéa virgem e inócua, incapaz de ver-se nua num espelho.
Eu sou Macabéa, feliz por tomar café frio.
Eu sou Macabéa, ainda criança, mastigando papel e imaginando uma coxa de frango.
Eu sou Macabéa, quando de tanta mesmice, à noite já não se lembrava o que se passara pela manhã.
Eu sou Macabéa questionando como é que duas consoantes podiam ficar coladas numa sílaba.
Eu sou Macabéa, quando especulava com sua imaginação diminuta o significado das palavras ouvidas no Rádio-Relógio.
Eu sou Macabéa pensando, sem muito sucesso, o que poderia ser efeméride, renda per capita, heurística...
Eu sou Macabéa, quando de seu rosto amarelecido gritava o contraste de um batom berrantemente rubro e a dentina exposta de seu sorriso.
Eu sou Macabéa rindo para as pessoas que não riam de volta, porque não a enxergavam.
Eu sou Macabéa, quando ela finge estar doente só para se dar ao luxo de não fazer nada.
Eu sou Macabéa que achava, sim, algo de si mesma, mas não sabia o quê.
Eu sou Macabéa, cedinho, quando ao se acordar não conseguia lembrar quem era e só depois de algum tempo recordava que era datilógrafa, virgem e que gostava de Coca-Cola.

E tantas outras semelhanças que eu, momentaneamente Macabéa, não sei precisar todas. Sei que sou inocente e acredito em palavras doidas que nem felicidade. Sei que mesmo em meio à miséria nunca venderia o corpo, muito embora seja ele nossa única posse real. Sei de coisas das quais não posso dar provas. – Isso será fé? – Sei de informações que nunca me serão úteis como “O Bhagavad Gita foi escrito há seis mil anos!”. Sei que estou no mundo só por causa da TV. E sei que do resto, tenho pouco ou nenhum entendimento.
 
Agradecimentos sinceros ao Marcello, que pensa que sabe mais de mim do que eu mesma! (Meu amiguinho imaginário! Dei risadas demais, mais percebi que nunca dei risadas com você e sim "De você", do esforço que fazia em me convencer, das coisas e principalmente das pessoas. Você era tão Ridícul"A", tão pequen"A". Via claramente a sua insegurança e estupidez diante da vida, diante do amor. Tenta o tempo ser melhor e eu nem mesmo sei para quem?! Devo confessar que sei da resposta sim "risos". Você é previsível demais, até quando cola e copia!!!!! "Mais risos". Nunca me diverti tanto com a tolice humana, nunca me diverti tantoOo! Sei que te fiz bem, consegue até escrever um pouco melhor. Sem erros torpes de concordância verbal e nominal. (Digo um Pouco porque raramente escreve, na verdade você copia frases que gosta num texto ou num outro perfil). Até se interessou pela leitura, para poder me provocar com Classe literária. Muito de mim está em você! Isto é demonstrado por você o tempo todo, pena que seu "Eu" é imenso e por ser vasto, chegou em mim, assim... Vázio. De você não levo NADA, mas fico com as mais deliciosas Gargalhadas... Você era meu brinquedinho, era tão fácil te enganar, manipular e o melhor de tudo, fazer com que penssasse que era você que fazia o mesmo comigo. Pena que enjoei! Mais foi hilário..."Exagero de risos", que pena!)
A Clarice Lispector por me fazer entender que toda dor pode ser também uma forma de Salvamento!
 
E poxa, voltar a escrever me deu dor no cérebro!



28 de maio de 2009

NÃO FAZER MAIS NADA

Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso:
Não fazer mais nada.



Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue; Outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho...o de mais nada fazer.

24 de maio de 2009

QUER ME CONHECER?!

Sou composta por urgências:
Minhas alegrias são intensas;
Minhas tristezas, absolutas.


Me entupo de ausências, me esvazio de excessos.

Eu não caibo no estreito, eu só vivo nos extremos.

Para variar, Lispector falará
Sempre por mim!

LIBERDADE OFENDE...




- Ela é tão livre que um dia será presa.


- Presa por quê?


- Por excesso de liberdade.


- Mas essa liberdade é inocente?


- É. Até mesmo ingênua.


- Então por que a prisão?


- Porque a liberdade ofende.


(Lispector)


20 de maio de 2009

QUASE...


Quase não acho graça,
Quase não percebo
Quase me distraio
Quase sinto medo
Quase entendo a vida
Quase descubro os segredos
Quase sou feliz
Quase me sinto inteiro
Quase não tenho palavras
Quase não tenho conhecimento
Quase esqueço de tudo
Quase, apenas quase,
Lamento.


29 de abril de 2009

O PERMANENTE E O PROVISÓRIO

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O casamento é permanente, o namoro é provisório. O amor é permanente, a paixão é provisória. Uma profissão é permanente, um emprego é provisório. Um endereço é permanente, uma estada é provisória. A arte é permanente, a tendência é provisória. De acordo? Nem eu.
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Um casamento que dura 20 anos é provisório. Não somos repetições de nós mesmos, a cada instante somos surpreendidos por novos pensamentos que nos chegam através da leitura, do cinema, da meditação. O que eu fui ontem, anteontem, já é memória. Escada vencida degrau por degrau, mas o que eu sou neste momento é o que conta, minhas decisões valem pra agora, hoje é o meu dia, nenhum outro. Amor permanente... como a gente se agarra nesta ilusão. Pois se nem o amor pela gente mesmo resiste tanto tempo sem umas reavaliações. Por isso nos transformamos, temos sede de aprender, de nos melhorar, de deixar pra trás nossos imensuráveis erros, nossos achaques, nossos preconceitos, tudo o que fizemos achando que era certo e hoje condenamos. O amor se infiltra dentro da nós, mas seguem todos em movimento: você, o amor da sua vida e o que vocês sentem. Tudo pulsando independentemente, e passíveis de se desgarrar um do outro. Um endereço não é pra sempre, uma profissão pode ser jogada pela janela, a amizade é fortíssima até encontrar uma desilusão ainda mais forte, a arte passa por ciclos, e se tudo isso é soberano e tem valor supremo, é porque hoje acreditamos nisso, hoje somos superiores ao passado e ao futuro, agora é que nossa crença se estabiliza, a necessidade se manifesta, a vontade se impõe – até que o tempo vire.
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Faço menos planos e cultivo menos recordações. Não guardo muitos papéis, nem adianto muito o serviço. Movimento-me num espaço cujo tamanho me serve, alcanço seus limites com as mãos, é nele que me instalo e vivo com a integridade possível. Canso menos, me divirto mais, e não perco a fé por constatar o óbvio:
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Tudo é provisório, inclusive nós.


Martha Medeiros
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DA LARANJA QUERO "SOMENTE" UM GOMO!

A espera é algo que serve de dosador da ansiedade humana. Quanto maior o período em que se aguarda, mais se aprende a não contar com o que está por vir. E um dia, o tão aguardado fato de outrora, torna-se uma vaga sugestão de acontecimento. Em caso de estar nas mãos de outra pessoa, ter de esperar que outro realize um evento que mudará a sua vida, aí então é que aguardar toma forma de nuvem. Em dia de sol forte, ela desaparece e não é possível lembrar que ela existe. Quando a chuva cai impacientemente, a nuvem a encontra de galochas, capa e guarda-chuva. Imperturbável e acostumada a não ter o que, um dia, teria sido a coisa mais importante da vida.

Na verdade da laranja quero "Somente" um gomo e do limão Nenhum pedaço.
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Estou azeda!
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Não quero ser metade da laranja de ninguém.
Que coisa mais sem graça!
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De fato estou Azeda.
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Vou demorar para escrever, aff.
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31 de março de 2009

PARA TE COMER MELHOR - JABOR

ESTAMOS COM FOME DE AMOR
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Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar:
"Digam o que disserem, o mal do século é a solidão".
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Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias. Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos. Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós. Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!". Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega. Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois. Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".
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Antes idiota que infeliz!

14 de março de 2009

TROCA-SE UM CORAÇÃO EM BOM ESTADO POR UM FIGADO

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RIFA-SE


Rifa-se um coração
Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista. Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste em pregar peças no seu usuário.

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Rifa-se um coração que na realidade está um
Pouco usado,
Meio calejado,
Muito machucado
E que teima em alimentar sonhos
E cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente que nunca desiste
De acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coração
Que acha que Tim Maia
Estava certo quando escreveu...
"...não quero dinheiro, eu quero amor sincero,
é isso que eu espero...".
Um idealista...
Um verdadeiro sonhador...

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Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece, e mantém sempre viva a
Esperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional
Sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando
Relações e emoções verdadeiras.

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Rifa-se um coração que insiste em cometer
Sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome
De causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições
Arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado.
Tantas vezes impulsivo.

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Rifa-se este desequilibrado emocional
Que abre sorrisos tão largos
Que quase dá pra engolir as orelhas,
Mas que também arranca lágrima
Se faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado,
ou mesmo utilizado
Por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado indicado apenas para
Quem quer viver intensamente
Contra indicado para os que apenas pretendem
Passar pela vida matando o tempo,
Defendendo-se das emoções.

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Rifa-se um coração tão inocente
Que se mostra sem armadura
Se deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater
Ouvirá o seu usuário
Dizer para São Pedro na hora da prestação de contas:
"O Senhor pode conferir.
Eu fiz tudo certo,
Só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal
Quando ouvi este louco coração de criança
Que insiste em não endurecer e,
Se recusa a envelhecer".

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Rifa-se um coração,
Ou mesmo troca-se por
Outro que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate
Tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.

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Rifa-se um coração
Cego, surdo e mudo,
Mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras
Que ainda Não foi adotado,
Provavelmente, por se recusar
A cultivar ares selvagens ou racionais,
Por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio,

Sem raça,
Sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento
Até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que,
Mesmo estando fora do mercado,
Faz questão de não se modernizar,
Mas vez por outra, constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence
Seu usuário a publicar seus segredos
E a ter a petulância de se aventurar como poeta...



5 de março de 2009

CUIDADO! NEM TÃO FRÁGIL ASSIM...

O que eu guardo nessa caixa?
É segredo. Coisa minha.
Pára.

Não insista.


Aqui guardo o que não se mostra.
O que ninguém jamais viu.
As lembranças abandonadas e as vontades esquecidas.
Os sonhos que nunca viveram.
As verdades nunca ditas.
E as mentiras juradas.
Guardo aqui as ilusões.
Os rancores e os amores.
Os sentimentos dissimuladosE as paixões dizimadas.
É aqui que escondo as lutas que não lutei.
Os caminhos perdidos e as trilhas jamais trilhadas.
Os mapas rasgados.E as aventuras divagadas.
Aqui oculto o que me devora...
A fome desnutrida e a sede não saciada.
O desejo proibido
E as aspirações censuradas
Abrigo aqui os gritos abafados
O verbo desconjugado.
Os detalhes não notados.
E a palavras encurraladas.

O que eu guardo nessa caixa?
Guardo o medo e a máscara

e Pronto!



(L. Cecchini)
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VOLTEI


Onde está a flor que esqueci de regar? Sim, porque plantei a semente, adubei a terra. E irriguei o vaso. Foram dias que viraram meses. A flor brotou suave. Cresceu perfumada e vermelha. Ficou feliz comigo. Depois de muita prosa, eu também estava afortunada, confesso. Então vieram tempestades. Nem assim, deixei de banhar minha florzinha. Que se mantinha ali, forte e próspera em sua vida de flor. Mas afastei-me um dia.E ela, sozinha, teve mesmo nada por companhia. Acho que não viveu de ar a pobre. Perdi-me no tempo etéreo que tudo leva. E voltei somente agora. Ávida. Ela não está aqui. Nem exasperada. Nem nada. Desapareceu, minha linda. Padeceu?


Onde está a flor que esqueci de regar?


Se não secou e nem morreu?




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BOLHANDO... PARA VARIAR UM POUQUINHO!

Ontem estava em estado de letargia.

Assim, quietinha fugida do mundo que chamam de realidade.

Qualquer distração me prendia.

Fácil assim ó.

Era só fixar o olhar na distração que logo pairava no ar, feito bolha de sabão.

Que delícia.

Não que eu desgoste do meu chão.

Nada disso, meu caro.

Vivo de viver, juro.

Mas tem horas em que quero descansar as pernas.

Só isso, viu?

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NA HORA



Sempre soube. Mesmo sem nunca ter visto ou tocado. Sabia que estava lá. Segredo de um relógio.

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Vai.

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Não volta.

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Nem fica.


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Escorre entre os dedos. Minha pele às vezes é macia. E ele flui mais fácil nesse tempo de suavidade. Um dia, por um segundo perdido, nossos olhos se toparam. Efêmero e improvável. Mesmo assim, perdi a hora. Não ouvi o tilintar. Esqueço. No abre-fecha, desencontros.
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No fecha-abre, possibilidades. Sinto como um bem-querer. Fecho os olhos para ver melhor. As mãos se abraçam, perpetuadas. Quero cessar. Impossível. Seguro o ponteiro. Tão forte que sangram os dedos. Parou. O silêncio interrompido. E nada, meu Deus, não há nada. Um branco dissolvido. Sem começo, meio ou fim. NADA. Sobressalto e boca seca. Falta-me ar. Não adianta, menina tola, não adianta. Travo os dentes. Solto a alavanca. Os braços doem e ele segue, enfim. Agora o ar está de volta. A pele, ressequida.
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INDEPENDÊNCIA É A MORTE

Parei o carro no estacionamento. No chão, brita. A brita quando em contato com o pneu faz um barulho chato. A aderência não é perfeita, e por isso, pequenas derrapagens sem danos a ninguém acontecem sempre. Estacionei ao lado do carro vermelho. Havia um homem sentado no banco do carona. Cabelos bem brancos. Não teve curiosidade de olhar para o lado. Só eu olhei. Mas não olhei por curiosidade. Apenas olhei. Uma mulher veio em direção ao carro. Tinha idade para ser a filha mais jovem do homem. Poderia também ser sua neta mais velha. Eu não sei.
- Vamos. Devagar você consegue. Eu te ajudo.
A mulher tinha voz afável e completamente paciente. Ele apenas a olhou; não disse sequer uma palavra. Aqueles olhos azuis diziam muito mais que sua própria boca. A pele tão branca se assustava com o tom daquele azul. Azul diferente do céu. Diferente de todo tom de azul que já vi. E eu já vi muito azul.
- Ai!
Ele estava sentindo dor. Contudo, a jovem mulher ajudou-o nos passos. Depois da saída do carro, o segundo empecilho foi a calçadinha de acesso que, depois de mais alguns ais, fora vencida bravamente. Apenas restaria a grande rampa. Ela falou algo ao pé de seu ouvido.
- Não, eu não quero.
A voz dele era de dor. Ela o escorou ao corrimão bem no início da rampa. Ele olhou para mim. Baixou a cabeça. Fitou o chão. Vi nele o mesmo olhar de vovó quando adoeceu. Um olhar que expunha sentimento de vergonha pela dependência crassa de tudo e de todos. Engoliu seco. Fechou os olhos. Nesse instante vi movimentação no topo da rampa. Finalmente enfermeiros. Enfim enfermeiros. Enfim. Ele não olhou mais para mim. Enquanto eu ainda esperava meu propósito, permiti-me encostar a cabeça no volante do carro.
O sol estava indo embora, mas deixava para trás a dor daquele velho homem...

16 de fevereiro de 2009

PARA TE COMER MELHOR - PRECISO ME ENCONTRAR



Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar...

3 de fevereiro de 2009

CORES


Meus enfeites adquiro com a angústia

do momento. E se não são enfeites os meus

efeites, chamem-vos de dessorrisos.

Se azul ou se vermelho, branco ou cores mortas,

minha vida no preto e mais sentida.

Manhã que não termina no cerzir diário

da família estranha (Sensação de não estar aqui).

Sinceras como o silêncio desencantado de um pássaro

estão minhas adornações imprevistas

Seguem minhas não-sim-vontades,

e me lançam contra o que quase-não-sou.

Meus enfeites adquiro com a ruína inconsciente,

e apelo para minhas escondidas naturezas

em orações efifânicas de ares traiçoeiros:

a ausência, Senhor, que cor?
.

PARA TE COMER MELHOR... MIM EM MIM




Não quero e não vou agir com a intenção de agradar alguém, quem quer que seja.
Preciso da minha personalidade, do meu eu que grita em opiniões e liberdade de escolha. Não quero me sentir subjugada por pensar da forma que penso e por viver do jeito que escolhi viver. Se tenho sonhos ou não, se tenho objetivos na vida ou esqueci de planejar, o problema é só meu.
Não costumo julgar ninguém, assim como não aceito ser julgada. Tenho plena consciência dos meus atos impensados, das minhas atitudes tardias, do meu exagero emocional. Sou impulsiva e quase sempre me arrependo pelos estragos que isto provoca em mim.
Eu sei também que poderia ser uma mãe ou uma filha bem melhor do que sou.
Poderia estudar mais ou praticar exercícios físicos, cuidar melhor de mim e dos que me cercam.
Eu poderia tantas coisas, mas estou dançando conforme as minhas cicatrizes me ensinaram.
De tudo e de todos, eu só desejo PAZ.
Não suporto discussões infundadas, brigas por estresse, animosidades de qualquer tipo.
Preciso de luz na alma e também no quarto quando tenho pesadelos, porque na maioria das vezes sinto medo e estou só, como se ainda fosse criança.
Sou ciumenta e juro que não queria, porque aprendi que o ciúme é o sentimento mais inútil que existe, mas quem disse que meu coração entende?
Também sou um poço de carência e incoerentemente me perco nos sentimentos por causa dela, confundo tudo e acabo fazendo muita bobagem. Por isto, vivo brigando comigo mesma, tentando entender minhas tempestades e abismos.
Preciso ser amada pelo que eu tenho de melhor e de pior em mim. Apesar de e além de... É assim que eu amo e não posso exigir menos, por mim, porque eu mereço.
Eu nunca cheguei nem perto da perfeição e não quero. Sempre haverá um desejo insatisfeito, um sonho distante, algo a realizar. Não importa, gosto de mim do jeitinho que eu sou – existe uma criança que esqueceu de crescer e que habita meus olhos e minha alegria. Eu sou assim, imperfeita, cheia de defeitos, mas com uma compreensão imensa do coração dos outros e do mundo.

1 de fevereiro de 2009

MIEDO


Tienen miedo del amor y no saber amar
Tienem miedo de la sombra y miedo de la luz
Tienem miedo de pedir y miedo de callar
Miedo que da miedo del miedo que da
Tienem miedo de subir y miedo de bajar
Tienem miedo de la noche y miedo del azul
Tienem miedo de escupir y miedo de aguantar
Miedo que da miedo del miedo que da
El miedo es una sombra que el temor no esquiva
El miedo es una trampa que atrapó al amor
El miedo es la palanca que apagó la vida
El miedo es una grieta que agrandó el dolor
Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá
Tenho medo de ascender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar
Tienem miedo de reir y miedo de llorar
Tienem miedo de encontrarse y miedo de no ser
Tienem miedo de decir y miedo de escuchar
Miedo que da miedo del miedo que da
Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e medo de deixar
Medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave, que apagou a vida
O medo é uma brecha que fez crescer a dor
El miedo es una raya que separa el mundo
El miedo es una casa donde nadie va
El miedo es como un lazo que se aprieta en nudo
El miedo es una fuerza que me impide andar
Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho
De perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo
Medo estampado na cara ou escondido no porão
O medo circulando nas veiasOu em rota de colisão
O medo é do Deus ou do demo
É ordem ou é confusão
O medo é medonho, o medo domina
O medo é a medida da indecisão
Medo de fechar a cara, medo de encarar
Medo de calar a boca, medo de escutar
Medo de passar a perna, medo de cair
Medo de fazer de conta, medo de dormir
Medo de se arrepender, medo de deixar por fazer
Medo de se amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez
Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo... que dá medo do medo que dá
Miedo... que da miedo del miedo que da
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Julieta Venegas

31 de janeiro de 2009

ESCOLHA...

Estranho é que eu não escolhi. Não consigo precisar o momento em que escolhi. Nem isso, nem qualquer coisa, nem nada. Foram me arrastando. Não houve aquele momento em que você pode decidir se vai em frente, se volta atrás, se vira à esquerda ou à direita. Se houve, não lembro. Tenho a impressão que a vida, as coisas foram me levando. Levando em frente, levando embora, levando aos trancos, de qualquer jeito. Sem se importarem se eu não queria mais ir. Agora olho em volta e não tenho certeza de gostaria mesmo de estar aqui. Só sei que dentro de mim tem uma coisa pronta, esperando acontecer. O problema é que essa coisa talvez dependa de uma outra pessoa para acontecer.

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Toque nela com cuidado. Senão ela foge.



- A coisa ou a pessoa?

- As Duas.





Pela Noite, Caio Fernando Abreu em "Triângulo das Águas"

29 de janeiro de 2009

DESLIGADO! AGORA SOMOS DUAS

E eu me desliguei daquilo. Sabendo que bastaria pensar que aquilo não era mais meu. Dissocia-lo de todo o resto que tinha como meu. Me desliguei como chocolate que comprei para mim, mas que com a barriga cheia resolvi dar para alguém. E alguém aceita, mas deixa guardado para comer depois. Pois é assim, guardamos chocolates para comer depois. Assim adiamos o doce. E eu me desliguei daquilo para ficar sem sentir nada. Nada de estranho. Coisa pequena, dessas que ocupa pouco espaço na mente e rende várias linhas. Linhas das quais eu já tinha me despedido. Linhas de fumaça que parecem que eu nao vejo. São batidas no teclado que imploram que a chuva volte. E eu continuo a repetir palavras, principalmente agora que elas são poucas. Palavras que me faltam. Vocês me fazem falta. E lá fora chove como nunca choveu antes. Pelo menos eu não vi. As pessoas correm, os carros alagam e eu me desliguei do chocolate que está na geladeira. Deve ser por que ele está na geladeira! Não gosto de chocolates na geladeira... Bem, me desliguei como quem se desliga de uma pessoa. Foi nesse tom. Sem música. Assim, frases pequenas que eu tenho.
...
Éramos Três...
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AGORA SOMOS DUAS...
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Mas não perdemos nada, houve somente Movimento...
E isso não é ruim.
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VERDADE



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Posso te ligar às vezes? Eu não quero incomodar. Eu juro. Mas é que chega uma hora em que a gente precisa dizer a verdade, porque a vida não dura pra sempre. E se amanhã eu não estiver mais aqui, quem vai dizer todas essas verdades? Verdades que vertem pra você e acabam sempre se perdendo no escuro. Você precisa ouvir, mesmo que eu queira isso como mentira. Tem muita verdade aqui que vai te incomodar, eu sei. Vai doer. Nunca é fácil. Pra mim também não é. Mas isso não significa que, por serem verdades pra mim, você precise torná-las verdades pra mais alguém um dia. Entende? Esse é todo o lado cool de se dizer a verdade. Assim você pode não repetir mais as mesmas verdades. Olha, quando eu te ligar, promete que vai atender. Não faz assim. Não dá pra fugir da verdade, ela sempre encontra a gente. E quando eu te disser tudo tudo, vai ser bem melhor. Pra nós dois. Você sabe que é verdade.

HARD THINGS TO SAY

"Eu sempre achei que o amor, que o grande amor, fosse incondicional, que quando duas pessoas se encontram, quando esse encontro acontece, você pode trair, broxar, azar... todas as porradas. Se for o grande amor, ele voltará triunfal, sempre.
Mas não. Nenhum amor é incondicional. Então, acreditar na incondicionalidade do amor é decididamente precipitar o fim do amor. Porque você acha que esse amor agüenta tudo. Então, de um jeito ou de outro, você acaba fazendo esse amor passar por tudo. E um amor não agüenta tudo. Nada nessa vida é assim. Daí, você fala que esse amor não tem fim para que o fim então comece.
Um grande amor não é possível. E talvez, por isso, seja grande.
Então, assim nele, obrigatoriamente, pode caber também o impossível. Mas quem acredita? Quem acredita no impossível que não apaixonadamente? Como a um Deus. Incondicionalmente."



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Você

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Em 2009, você quer independência. Isso é ter seu dinheiro? Ou é agir de acordo com sua cabeça? É hora de lutar por seu espaço em casa, com os amigos, com o namorado. Só não seja rígida com os outros. Cada um pensa de um jeito e isso precisa ser respeitado.
...

Eu

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Em 2009
Eu quero que não me encham a p. do saco.
Isso é ser rica, gostosa e ir morar na Europa.
Isso é mandar o mundo se foder legal.


que fome!!!




AZEDA?! EU
Que nadaaaaaaa... rsrs

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Se eu te falar assim "hoje, a única pessoa que eu não vou odiar é a minha mãe porque odiar a mãe é pecado", você acredita? Mas você tá sempre dizendo que ódio é uma coisa super barra pesada, que não se odeia assim da noite pro dia, que ódio é só pra gente amarga, que ninguém odeia ninguém, que é tudo uma questão de time. E isso é tão lindo: você tá sempre vendo um mundo paz amor e empatia tipo all you need is love. Uma vez você leu num livro e sussurrou pra mim o ódio tem melhor memória do que o amor e depois ficou no meu ouvido cantando love, love, love, love is all you need. Foi aí que eu percebi que sem você eu seria só ódio e você só amor. E isso não seria bom, nem humano. Porque assim, juntos, um vai ser sempre o fracasso do outro.


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E eu que cansei da tristeza.


Mas de que adianta se ela insiste em me seguir.
Você que inventou a tristeza
Ora tenha a fineza de
“desinventar”.
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Ah! Vão á merda todos...
Todos vocês, sem exceção!
Podem ir á merda sem mim...


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Mais não precisam ir todos, só alguns...
Na verdade eu diria Poucos!
Pouquíssimos!

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10 de janeiro de 2009

PALAVRAS NÃO MUDAM DE IDÉIA


Lágrimas falam mesmo!
Mas as palavras não mudam de idéia...
Lágrimas que estão escondidas no olhar
Quando rolam...
É a dor que já não dá mais para suportar.
Lágrimas que purificam e santificam
Vão dando força ao coração
Lágrimas doem pra valer
Mas sempre há de prevalecer
Toda a vontade do Amado
Da minha alma
Presente em minha Vida.
Os sonhos que não alcanço
Eu me pergunto: "Por quê Deus não quis?"
Mas sei que ele vê mais longe
E Ele sabe o que é Bom pra mim
E se eu chorar a noite inteira
Logo pela manhã o meu Senhor...
O AMADO da minha alma
As minhas lágrimas enxugará.
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Engraçado! Mas não estou TRISTE não...

Hoje dei GRAÇAS á DEUS, mesmo que as coisas
Não estivessem tão ENGRAÇADAS assim.
Percebi que não tenho Nada á temer!
Por quê o Melhor de Deus ainda está por VIR...
Então NÃO TEMO mais...
ESTOU EM

MANIA DE EXPLICAÇÃO

Era uma menina que gostava de inventar uma explicação para cada coisa.


Explicação é uma frase que se acha mais importante do que a palavra. As pessoas até se irritavam, irritação é um alarme de carro que dispara bem no meio de seu peito, com aquela menina explicando o tempo todo o que a população inteira já sabia. Quando ela se dava conta, todo mundo tinha ido embora. Então ela ficava lá, explicando, sozinha.

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Solidão é uma ilha com saudade de barco. Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança pra acontecer de novo e não consegue. Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo. Autorização é quando a coisa é tão importante que só dizer "eu deixo" é pouco. Pouco é menos da metade. Muito é quando os dedos da mão não são suficientes. Desespero são dez milhões de fogareiros acesos dentro de sua cabeça. Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego. Agonia é quando o maestro de você se perde completamente. Preocupação é uma cola que não deixa o que não aconteceu ainda sair de seu pensamento. Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa. Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára. Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido. Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista. Renúncia é um não que não queria ser ele. Sucesso é quando você faz o que sempre fez só que todo mundo percebe. Vaidade é um espelho onisciente, onipotente e onipresente. Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora. Orgulho é uma guarita entre você e o da frente. Ansiedade é quando faltam cinco minutos sempre para o que quer que seja. Indiferença é quando os minutos não se interessam por nada especialmente. Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento. Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado. Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes. Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração. Alegria é um bloco de Carnaval que não liga se não é fevereiro. Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma. Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros. Decepção é quando você risca em algo ou em alguém um xis preto ou vermelho. Desilusão é quando anoitece em você contra a vontade do dia. Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente, mas, geralmente, não podia. Perdão é quando o Natal acontece em maio, por exemplo. Desculpa é uma frase que pretende ser um beijo. Excitação é quando os beijos estão desatinados pra sair de sua boca depressa. Desatino é um desataque de prudência. Prudência é um buraco de fechadura na porta do tempo. Lucidez é um acesso de loucura ao contrário. Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato. Emoção é um tango que ainda não foi feito. Ainda é quando a vontade está no meio do caminho. Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele. Desejo é uma boca com sede. Paixão é quando apesar da placa "perigo" o desejo vai e entra. Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado. Não. Amor é um exagero... Também não. É um desadoro... Uma batelada? Um enxame, um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego?



Talvez porque não tivesse sentido, talvez porque não houvesse explicação, esse negócio de amor ela não sabia explicar, a Menina.





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PARA TE COMER MELHOR: Cecília Meireles



SONHOS DA MENINA



"A flor com que a menina sonha está no sonho?
Ou na fronha?
Sonho risonho:
O vento sozinho
No seu carrinho.
De que tamanho seria o rebanho?
A vizinha
Apanha
A sombrinha de teia de aranha . . .
Na lua há um ninho
de passarinho.
A lua com que a menina sonha
é o linho do sonho?
Ou a lua da fronha?"




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PALAVRAS AO VENTO



A primeira letra do alfabeto é também a primeira letra da palavra amor e se acha importantíssima por isso! Com A se escreve "arrependimento" que é uma inútil vontade de pedir ao tempo para voltar atrás e com A se dá o tipo de tchau mais triste que existe: "adeus"... Ah, é com A que se faz "abracadabra", palavra que se diz capaz de transformar sapo em príncipe e vice-versa...

Com B se diz "belo" - que é tudo que faz os olhos pensarem ser coração; e se dá a "bênção", um sim que pretende dar sorte.

Com C, "calendário", que é onde moram os dias e o "carnaval", esta oportunidade praticamente obrigatória de ser feliz com data marcada. "Civilizado" é quem já aprendeu a cantar ´parabéns pra você` e sabe o que é "contrato": "você isso, eu aquilo, com assinatura embaixo".

Com D , se chega à "dedução", o caminho entre o "se" e o "então"... Com D começa "defeito", que é cada pedacinho que falta para se chegar à perfeição e se pede "desculpa", uma palavra que pretende ser beijo.

E tem o E de "efêmero", quando o eterno passa logo; de "escuridão", que é o resto da noite, se alguém recortar as estrelas; e "emoção", um tango que ainda não foi feito. E tem também "eba!", uma forma de agradecimento muito utilizada por quem ganhou um pirulito, por exemplo...

F é para "fantasia", qualquer tipo de "já pensou se fosse assim?"; "fábula", uma história que poderia ter acontecido de verdade, se a verdade fosse um pouco mais maluca; e "fé", que é toda certeza que dispensa provas.

A sétima letra do alfabeto é G, que fica irritadíssima quando a confundem com o J. G, de "grade", que serve para prender todo mundo - uns dentro, outros fora; G de "goleiro", alguém em quem se pode botar a culpa do gol; G de "gente": carne, osso, alma e sentimento, tudo isso ao mesmo tempo.

Depois vem o H de "história": quando todas as palavras do dicionário ficam à disposição de quem quiser contar qualquer coisa que tenha acontecido ou sido inventada.

O I de "idade", aquilo que você tem certeza que vai ganhar de aniversário, queira ou não queira.

J de "janela!, por onde entra tudo que é lá fora e de "jasmim", que tem a sorte de ser flor e ainda tem a graça de se chamar assim.

L de "lá", onde a gente fica pensando se está melhor ou pior do que aqui; de "lágrima", sumo que sai pelos olhos quando se espreme o coração, e de "loucura", coisa que quem não tem só pode ser completamente louco.

M de "madrugada", quando vivem os sonhos...

N de "noiva", moça que geralmente usa branco por fora e vermelho por dentro.

O de "óbvio", não precisa explicar...

P de "pecado", algo que os homens inventaram e então inventaram que foi Deus que inventou.

Q, tudo que tem um não sei quê de não sei quê.

E R, de "rebolar", o que se tem que fazer pra chegar lá.

S é de "sagrado", tudo o que combina com uma cantata de Bach; de "segredo", aquilo que você está louco pra contar; de "sexo": quando o beijo é maior que a boca.

T é de "talvez", resposta pior que ´não`, uma vez que ainda deixa, meio bamba, uma esperança... De "tanto", um muito que até ficou tonto... De "testemunha": quem por sorte ou por azar, não estava em outro lugar.

U de "ui", um ài" que ainda é arrepio; de "último", que anuncia o começo de outra coisa; e de "único": tudo que, pela facilidade de virar nenhum, pede cuidado.

Vem o V, de "vazio", um termo injusto com a palavra nada; de "volúvel", uma pessoa que ora quer o que quer, ora quer o que querem que ela queira.

E chegamos ao X, uma incógnita... X de "xingamento", que é uma palavra ou frase destinada a acabar com a alegria de alguém; e de "xô", única palavra do dicionário das aves traduzida para o português.

Z é a última letra do alfabeto, que alcançou a glória quando foi usada pelo Zorro... Z de "zaga", algo que serve para o goleiro não se sentir o único culpado; de "zebra", quando você esperava liso e veio listrado; e de "zíper", fecho que precisa de um bom motivo pra ser aberto; e de "zureta", que é como fica a cabeça da gente ao final de um dicionário inteiro.


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Adriana Falcão




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9 de janeiro de 2009

"BUSH FU.. YOU!!!"

Não brinco com coisa séria. Criança tem que brincar com brinquedo. Ferramenta é coisa de adulto, pode ferir uma criança... A era digital quebrou esta regra e Leon, um menino de cinco anos gosta de brincar mas, já sabe o que é ‘ferramenta’ em inglês. Leon estuda inglês no pré-escolar e, por causa de um ‘portão zilionário’ – portão em inglês é Gate, disse o menino. No plural é Gates... Também sabe o que é tools e toy – brinquedo... Alguns adultos não sabem inglês. Pior, não sabem que crianças precisam brincar. Já foram criança e esqueceram que todo mundo tem infância. Há quem não tenha responsabilidade. Infância, todo homem tem. Criança gosta muito de brincar e precisa disto. Criança tem medo de fogos de artifício que explodem, feito bombas no ar. Deveríamos deixá-las brincar...Em paz!

Toda paz é igual". Mas tenho uma guerra só minha. Diferente da guerra de um vizinho, que grita e bate na mulher, todas as vezes que bebe. Isto me fez crer que se na paz há semelhanças, as guerras de cada um tem motivos particulares. Minha paz ainda não nasceu. Eu a venho arrancando a fórceps, nas faixas de gaza das guerras de mim. É uma guerra violenta que há anos eu travo comigo, em noites de horror em que suo e grito, com medo de monstros que estão escondidos, lá dentro de mim, prá que eu tenha paz. Minha paz. E penso que olhar o inimigo de frente, demanda coragem porque outro dia eu lhe vi a face e era eu inteirinha, guerreando comigo, na minha divisão. EU tenho a minha própria gaza... Uma de mim queria luxo. A outra, apenas ser simples. Uma queria as ciências a outra, poesia. Uma queria amar, a outra raciocinar. E eu me violento entre estes dois pólos, na impermanência de ser uma e outra coisa... E descobri que andando no meio, ‘bala perdida’ é difícil me alcançar... Nenhum homem bomba ou Hamas, palestino ou judeu, luta tanto como eu, comigo mesma, nas noites escuras... E dói. Morro prá depois renascer diferente. Isso me custa muito, ai de mim!
Não há luta intradérmica. O estrago é profundo, visceral. A batalha se dá nas cavernas do eu. Lá, eu me mato e me morro mil vezes, até encontrar a paz de amar. Cansei de lutar. Pensei que lutando esqueceria o amor, como amar e como amante, eu não seria mais humana. Se é no exercício que o pensar se faz rota e caminho, prefiro amar... Não quero ser nem ter uma razão estéril. Quero me emocionar e sorrir, com as crianças que brincam e que falam inglês.
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A Milly me disse que brush, em inglês é pincel e Bush é o que?! Então tá né?! Para mim Bush significa Dog. Um dia grito sorrindo: "BUSH FU.. YOU!!!" ... Eu li Tolstoy faz dez anos. Eu não brinco com coisa séria!

Minhas Vogais e Consoantes são Altamente Inflamáveis e Ardidas