1 de fevereiro de 2009

MIEDO


Tienen miedo del amor y no saber amar
Tienem miedo de la sombra y miedo de la luz
Tienem miedo de pedir y miedo de callar
Miedo que da miedo del miedo que da
Tienem miedo de subir y miedo de bajar
Tienem miedo de la noche y miedo del azul
Tienem miedo de escupir y miedo de aguantar
Miedo que da miedo del miedo que da
El miedo es una sombra que el temor no esquiva
El miedo es una trampa que atrapó al amor
El miedo es la palanca que apagó la vida
El miedo es una grieta que agrandó el dolor
Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá
Tenho medo de ascender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar
Tienem miedo de reir y miedo de llorar
Tienem miedo de encontrarse y miedo de no ser
Tienem miedo de decir y miedo de escuchar
Miedo que da miedo del miedo que da
Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e medo de deixar
Medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave, que apagou a vida
O medo é uma brecha que fez crescer a dor
El miedo es una raya que separa el mundo
El miedo es una casa donde nadie va
El miedo es como un lazo que se aprieta en nudo
El miedo es una fuerza que me impide andar
Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho
De perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo
Medo estampado na cara ou escondido no porão
O medo circulando nas veiasOu em rota de colisão
O medo é do Deus ou do demo
É ordem ou é confusão
O medo é medonho, o medo domina
O medo é a medida da indecisão
Medo de fechar a cara, medo de encarar
Medo de calar a boca, medo de escutar
Medo de passar a perna, medo de cair
Medo de fazer de conta, medo de dormir
Medo de se arrepender, medo de deixar por fazer
Medo de se amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez
Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo... que dá medo do medo que dá
Miedo... que da miedo del miedo que da
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Julieta Venegas

31 de janeiro de 2009

ESCOLHA...

Estranho é que eu não escolhi. Não consigo precisar o momento em que escolhi. Nem isso, nem qualquer coisa, nem nada. Foram me arrastando. Não houve aquele momento em que você pode decidir se vai em frente, se volta atrás, se vira à esquerda ou à direita. Se houve, não lembro. Tenho a impressão que a vida, as coisas foram me levando. Levando em frente, levando embora, levando aos trancos, de qualquer jeito. Sem se importarem se eu não queria mais ir. Agora olho em volta e não tenho certeza de gostaria mesmo de estar aqui. Só sei que dentro de mim tem uma coisa pronta, esperando acontecer. O problema é que essa coisa talvez dependa de uma outra pessoa para acontecer.

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Toque nela com cuidado. Senão ela foge.



- A coisa ou a pessoa?

- As Duas.





Pela Noite, Caio Fernando Abreu em "Triângulo das Águas"

29 de janeiro de 2009

DESLIGADO! AGORA SOMOS DUAS

E eu me desliguei daquilo. Sabendo que bastaria pensar que aquilo não era mais meu. Dissocia-lo de todo o resto que tinha como meu. Me desliguei como chocolate que comprei para mim, mas que com a barriga cheia resolvi dar para alguém. E alguém aceita, mas deixa guardado para comer depois. Pois é assim, guardamos chocolates para comer depois. Assim adiamos o doce. E eu me desliguei daquilo para ficar sem sentir nada. Nada de estranho. Coisa pequena, dessas que ocupa pouco espaço na mente e rende várias linhas. Linhas das quais eu já tinha me despedido. Linhas de fumaça que parecem que eu nao vejo. São batidas no teclado que imploram que a chuva volte. E eu continuo a repetir palavras, principalmente agora que elas são poucas. Palavras que me faltam. Vocês me fazem falta. E lá fora chove como nunca choveu antes. Pelo menos eu não vi. As pessoas correm, os carros alagam e eu me desliguei do chocolate que está na geladeira. Deve ser por que ele está na geladeira! Não gosto de chocolates na geladeira... Bem, me desliguei como quem se desliga de uma pessoa. Foi nesse tom. Sem música. Assim, frases pequenas que eu tenho.
...
Éramos Três...
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AGORA SOMOS DUAS...
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Mas não perdemos nada, houve somente Movimento...
E isso não é ruim.
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VERDADE



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Posso te ligar às vezes? Eu não quero incomodar. Eu juro. Mas é que chega uma hora em que a gente precisa dizer a verdade, porque a vida não dura pra sempre. E se amanhã eu não estiver mais aqui, quem vai dizer todas essas verdades? Verdades que vertem pra você e acabam sempre se perdendo no escuro. Você precisa ouvir, mesmo que eu queira isso como mentira. Tem muita verdade aqui que vai te incomodar, eu sei. Vai doer. Nunca é fácil. Pra mim também não é. Mas isso não significa que, por serem verdades pra mim, você precise torná-las verdades pra mais alguém um dia. Entende? Esse é todo o lado cool de se dizer a verdade. Assim você pode não repetir mais as mesmas verdades. Olha, quando eu te ligar, promete que vai atender. Não faz assim. Não dá pra fugir da verdade, ela sempre encontra a gente. E quando eu te disser tudo tudo, vai ser bem melhor. Pra nós dois. Você sabe que é verdade.

HARD THINGS TO SAY

"Eu sempre achei que o amor, que o grande amor, fosse incondicional, que quando duas pessoas se encontram, quando esse encontro acontece, você pode trair, broxar, azar... todas as porradas. Se for o grande amor, ele voltará triunfal, sempre.
Mas não. Nenhum amor é incondicional. Então, acreditar na incondicionalidade do amor é decididamente precipitar o fim do amor. Porque você acha que esse amor agüenta tudo. Então, de um jeito ou de outro, você acaba fazendo esse amor passar por tudo. E um amor não agüenta tudo. Nada nessa vida é assim. Daí, você fala que esse amor não tem fim para que o fim então comece.
Um grande amor não é possível. E talvez, por isso, seja grande.
Então, assim nele, obrigatoriamente, pode caber também o impossível. Mas quem acredita? Quem acredita no impossível que não apaixonadamente? Como a um Deus. Incondicionalmente."



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Você

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Em 2009, você quer independência. Isso é ter seu dinheiro? Ou é agir de acordo com sua cabeça? É hora de lutar por seu espaço em casa, com os amigos, com o namorado. Só não seja rígida com os outros. Cada um pensa de um jeito e isso precisa ser respeitado.
...

Eu

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Em 2009
Eu quero que não me encham a p. do saco.
Isso é ser rica, gostosa e ir morar na Europa.
Isso é mandar o mundo se foder legal.


que fome!!!




AZEDA?! EU
Que nadaaaaaaa... rsrs

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Se eu te falar assim "hoje, a única pessoa que eu não vou odiar é a minha mãe porque odiar a mãe é pecado", você acredita? Mas você tá sempre dizendo que ódio é uma coisa super barra pesada, que não se odeia assim da noite pro dia, que ódio é só pra gente amarga, que ninguém odeia ninguém, que é tudo uma questão de time. E isso é tão lindo: você tá sempre vendo um mundo paz amor e empatia tipo all you need is love. Uma vez você leu num livro e sussurrou pra mim o ódio tem melhor memória do que o amor e depois ficou no meu ouvido cantando love, love, love, love is all you need. Foi aí que eu percebi que sem você eu seria só ódio e você só amor. E isso não seria bom, nem humano. Porque assim, juntos, um vai ser sempre o fracasso do outro.


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E eu que cansei da tristeza.


Mas de que adianta se ela insiste em me seguir.
Você que inventou a tristeza
Ora tenha a fineza de
“desinventar”.
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Ah! Vão á merda todos...
Todos vocês, sem exceção!
Podem ir á merda sem mim...


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Mais não precisam ir todos, só alguns...
Na verdade eu diria Poucos!
Pouquíssimos!

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10 de janeiro de 2009

PALAVRAS NÃO MUDAM DE IDÉIA


Lágrimas falam mesmo!
Mas as palavras não mudam de idéia...
Lágrimas que estão escondidas no olhar
Quando rolam...
É a dor que já não dá mais para suportar.
Lágrimas que purificam e santificam
Vão dando força ao coração
Lágrimas doem pra valer
Mas sempre há de prevalecer
Toda a vontade do Amado
Da minha alma
Presente em minha Vida.
Os sonhos que não alcanço
Eu me pergunto: "Por quê Deus não quis?"
Mas sei que ele vê mais longe
E Ele sabe o que é Bom pra mim
E se eu chorar a noite inteira
Logo pela manhã o meu Senhor...
O AMADO da minha alma
As minhas lágrimas enxugará.
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Engraçado! Mas não estou TRISTE não...

Hoje dei GRAÇAS á DEUS, mesmo que as coisas
Não estivessem tão ENGRAÇADAS assim.
Percebi que não tenho Nada á temer!
Por quê o Melhor de Deus ainda está por VIR...
Então NÃO TEMO mais...
ESTOU EM

MANIA DE EXPLICAÇÃO

Era uma menina que gostava de inventar uma explicação para cada coisa.


Explicação é uma frase que se acha mais importante do que a palavra. As pessoas até se irritavam, irritação é um alarme de carro que dispara bem no meio de seu peito, com aquela menina explicando o tempo todo o que a população inteira já sabia. Quando ela se dava conta, todo mundo tinha ido embora. Então ela ficava lá, explicando, sozinha.

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Solidão é uma ilha com saudade de barco. Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança pra acontecer de novo e não consegue. Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo. Autorização é quando a coisa é tão importante que só dizer "eu deixo" é pouco. Pouco é menos da metade. Muito é quando os dedos da mão não são suficientes. Desespero são dez milhões de fogareiros acesos dentro de sua cabeça. Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego. Agonia é quando o maestro de você se perde completamente. Preocupação é uma cola que não deixa o que não aconteceu ainda sair de seu pensamento. Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa. Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára. Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido. Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista. Renúncia é um não que não queria ser ele. Sucesso é quando você faz o que sempre fez só que todo mundo percebe. Vaidade é um espelho onisciente, onipotente e onipresente. Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora. Orgulho é uma guarita entre você e o da frente. Ansiedade é quando faltam cinco minutos sempre para o que quer que seja. Indiferença é quando os minutos não se interessam por nada especialmente. Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento. Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado. Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes. Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração. Alegria é um bloco de Carnaval que não liga se não é fevereiro. Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma. Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros. Decepção é quando você risca em algo ou em alguém um xis preto ou vermelho. Desilusão é quando anoitece em você contra a vontade do dia. Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente, mas, geralmente, não podia. Perdão é quando o Natal acontece em maio, por exemplo. Desculpa é uma frase que pretende ser um beijo. Excitação é quando os beijos estão desatinados pra sair de sua boca depressa. Desatino é um desataque de prudência. Prudência é um buraco de fechadura na porta do tempo. Lucidez é um acesso de loucura ao contrário. Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato. Emoção é um tango que ainda não foi feito. Ainda é quando a vontade está no meio do caminho. Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele. Desejo é uma boca com sede. Paixão é quando apesar da placa "perigo" o desejo vai e entra. Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado. Não. Amor é um exagero... Também não. É um desadoro... Uma batelada? Um enxame, um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego?



Talvez porque não tivesse sentido, talvez porque não houvesse explicação, esse negócio de amor ela não sabia explicar, a Menina.





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PARA TE COMER MELHOR: Cecília Meireles



SONHOS DA MENINA



"A flor com que a menina sonha está no sonho?
Ou na fronha?
Sonho risonho:
O vento sozinho
No seu carrinho.
De que tamanho seria o rebanho?
A vizinha
Apanha
A sombrinha de teia de aranha . . .
Na lua há um ninho
de passarinho.
A lua com que a menina sonha
é o linho do sonho?
Ou a lua da fronha?"




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PALAVRAS AO VENTO



A primeira letra do alfabeto é também a primeira letra da palavra amor e se acha importantíssima por isso! Com A se escreve "arrependimento" que é uma inútil vontade de pedir ao tempo para voltar atrás e com A se dá o tipo de tchau mais triste que existe: "adeus"... Ah, é com A que se faz "abracadabra", palavra que se diz capaz de transformar sapo em príncipe e vice-versa...

Com B se diz "belo" - que é tudo que faz os olhos pensarem ser coração; e se dá a "bênção", um sim que pretende dar sorte.

Com C, "calendário", que é onde moram os dias e o "carnaval", esta oportunidade praticamente obrigatória de ser feliz com data marcada. "Civilizado" é quem já aprendeu a cantar ´parabéns pra você` e sabe o que é "contrato": "você isso, eu aquilo, com assinatura embaixo".

Com D , se chega à "dedução", o caminho entre o "se" e o "então"... Com D começa "defeito", que é cada pedacinho que falta para se chegar à perfeição e se pede "desculpa", uma palavra que pretende ser beijo.

E tem o E de "efêmero", quando o eterno passa logo; de "escuridão", que é o resto da noite, se alguém recortar as estrelas; e "emoção", um tango que ainda não foi feito. E tem também "eba!", uma forma de agradecimento muito utilizada por quem ganhou um pirulito, por exemplo...

F é para "fantasia", qualquer tipo de "já pensou se fosse assim?"; "fábula", uma história que poderia ter acontecido de verdade, se a verdade fosse um pouco mais maluca; e "fé", que é toda certeza que dispensa provas.

A sétima letra do alfabeto é G, que fica irritadíssima quando a confundem com o J. G, de "grade", que serve para prender todo mundo - uns dentro, outros fora; G de "goleiro", alguém em quem se pode botar a culpa do gol; G de "gente": carne, osso, alma e sentimento, tudo isso ao mesmo tempo.

Depois vem o H de "história": quando todas as palavras do dicionário ficam à disposição de quem quiser contar qualquer coisa que tenha acontecido ou sido inventada.

O I de "idade", aquilo que você tem certeza que vai ganhar de aniversário, queira ou não queira.

J de "janela!, por onde entra tudo que é lá fora e de "jasmim", que tem a sorte de ser flor e ainda tem a graça de se chamar assim.

L de "lá", onde a gente fica pensando se está melhor ou pior do que aqui; de "lágrima", sumo que sai pelos olhos quando se espreme o coração, e de "loucura", coisa que quem não tem só pode ser completamente louco.

M de "madrugada", quando vivem os sonhos...

N de "noiva", moça que geralmente usa branco por fora e vermelho por dentro.

O de "óbvio", não precisa explicar...

P de "pecado", algo que os homens inventaram e então inventaram que foi Deus que inventou.

Q, tudo que tem um não sei quê de não sei quê.

E R, de "rebolar", o que se tem que fazer pra chegar lá.

S é de "sagrado", tudo o que combina com uma cantata de Bach; de "segredo", aquilo que você está louco pra contar; de "sexo": quando o beijo é maior que a boca.

T é de "talvez", resposta pior que ´não`, uma vez que ainda deixa, meio bamba, uma esperança... De "tanto", um muito que até ficou tonto... De "testemunha": quem por sorte ou por azar, não estava em outro lugar.

U de "ui", um ài" que ainda é arrepio; de "último", que anuncia o começo de outra coisa; e de "único": tudo que, pela facilidade de virar nenhum, pede cuidado.

Vem o V, de "vazio", um termo injusto com a palavra nada; de "volúvel", uma pessoa que ora quer o que quer, ora quer o que querem que ela queira.

E chegamos ao X, uma incógnita... X de "xingamento", que é uma palavra ou frase destinada a acabar com a alegria de alguém; e de "xô", única palavra do dicionário das aves traduzida para o português.

Z é a última letra do alfabeto, que alcançou a glória quando foi usada pelo Zorro... Z de "zaga", algo que serve para o goleiro não se sentir o único culpado; de "zebra", quando você esperava liso e veio listrado; e de "zíper", fecho que precisa de um bom motivo pra ser aberto; e de "zureta", que é como fica a cabeça da gente ao final de um dicionário inteiro.


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Adriana Falcão




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9 de janeiro de 2009

"BUSH FU.. YOU!!!"

Não brinco com coisa séria. Criança tem que brincar com brinquedo. Ferramenta é coisa de adulto, pode ferir uma criança... A era digital quebrou esta regra e Leon, um menino de cinco anos gosta de brincar mas, já sabe o que é ‘ferramenta’ em inglês. Leon estuda inglês no pré-escolar e, por causa de um ‘portão zilionário’ – portão em inglês é Gate, disse o menino. No plural é Gates... Também sabe o que é tools e toy – brinquedo... Alguns adultos não sabem inglês. Pior, não sabem que crianças precisam brincar. Já foram criança e esqueceram que todo mundo tem infância. Há quem não tenha responsabilidade. Infância, todo homem tem. Criança gosta muito de brincar e precisa disto. Criança tem medo de fogos de artifício que explodem, feito bombas no ar. Deveríamos deixá-las brincar...Em paz!

Toda paz é igual". Mas tenho uma guerra só minha. Diferente da guerra de um vizinho, que grita e bate na mulher, todas as vezes que bebe. Isto me fez crer que se na paz há semelhanças, as guerras de cada um tem motivos particulares. Minha paz ainda não nasceu. Eu a venho arrancando a fórceps, nas faixas de gaza das guerras de mim. É uma guerra violenta que há anos eu travo comigo, em noites de horror em que suo e grito, com medo de monstros que estão escondidos, lá dentro de mim, prá que eu tenha paz. Minha paz. E penso que olhar o inimigo de frente, demanda coragem porque outro dia eu lhe vi a face e era eu inteirinha, guerreando comigo, na minha divisão. EU tenho a minha própria gaza... Uma de mim queria luxo. A outra, apenas ser simples. Uma queria as ciências a outra, poesia. Uma queria amar, a outra raciocinar. E eu me violento entre estes dois pólos, na impermanência de ser uma e outra coisa... E descobri que andando no meio, ‘bala perdida’ é difícil me alcançar... Nenhum homem bomba ou Hamas, palestino ou judeu, luta tanto como eu, comigo mesma, nas noites escuras... E dói. Morro prá depois renascer diferente. Isso me custa muito, ai de mim!
Não há luta intradérmica. O estrago é profundo, visceral. A batalha se dá nas cavernas do eu. Lá, eu me mato e me morro mil vezes, até encontrar a paz de amar. Cansei de lutar. Pensei que lutando esqueceria o amor, como amar e como amante, eu não seria mais humana. Se é no exercício que o pensar se faz rota e caminho, prefiro amar... Não quero ser nem ter uma razão estéril. Quero me emocionar e sorrir, com as crianças que brincam e que falam inglês.
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A Milly me disse que brush, em inglês é pincel e Bush é o que?! Então tá né?! Para mim Bush significa Dog. Um dia grito sorrindo: "BUSH FU.. YOU!!!" ... Eu li Tolstoy faz dez anos. Eu não brinco com coisa séria!

16 de dezembro de 2008

ESTOU TRISTE

...
TRISTEZA NÃO TEM FIM... FELICIDADE SIM!

ESTOU TRISTE HOJE...


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Estou triste hoje. Estou triste há dias. Estou triste desde que percebi que alguns sonhos, alguns planos, simplesmente escorreram pelas minhas maõs como se fosse água. É doloroso ver as coisas que construímos se desmoronar com uma simples tempestade. Que paradoxo. Tempestade nunca é simples, sempre deixa estragos, ás vezes irrecuperáveis. As relações também são assim. Uma vez perdido o encanto, a magia, dificilmente se recupera. É como a confiança: quando se perde, nunca mais ela volta a ser a mesma. A gente sempre tem a ilusão de que tudo pode ser como era antes. Ah, doce ilusão! As coisas não funcionam assim, nem as pessoas. O tempo está passando e eu vejo que em vez de alicerces fortes, construí uma cabana, que pode desaparecer no primeiro vendaval. As coisas que sonhei, jamais vão se realizar. As pessoas que escolhi pra fazer parte da minha vida, pra dividir, pra somar, pra multiplicar, estão indo embora. Assim, como quem vai na esquina comprar cigarros e nunca mais volta. Essa sensação de perda, causa um vazio muito grande e uma angústia maior ainda. Acho que não sou uma boa perdedora, sofro demais quando não consigo as coisas que eu sonhara, que eu desejara e que eu lutara tanto para conseguir. Dói demais, ver alguém ir embora. Dói demais abrir mão de ser feliz. Mas ás vezes, a felicidade de um não é a felicidade de outro. E se não entendermos isso estamos sendo egoístas. Só que o amor, aquele que dizemos ser incondicional, quer ver os outros felizes, mesmo que seja longe de nós. Mas é duro, não termos mais a presença, não termos mais o sorriso, o carinho, a palavra amiga, o beijo…é duro saber que um dia as coisas foram perfeitas e de repente, acaba tudo. Mas eu já tenho mais de 30 anos, sei que não dá pra se iludir com coisas que sabemos não ter mais conserto. Tentar, tentar e tentar, realmente não custa nada, talvez um sofrimentozinho a mais e só. Ás vezes, vale a pena, outras vezes é em vão. Como eu acho que é agora. Serão tentativas frustradas de deixar perfeito um vaso que se quebrou em pedacinhos. Podemos até ter a paciência de colar caco por caco, mas lá no fundo, temos a certeza de que jamais voltará a ser a mesma coisa. Pois a magia da perfeição, nunca será recuperada. Preciso terminar esse texto, pois aquele nó na garganta que me acompanha desde que meu coração se machucou, insiste em permanecer aqui, me angustiando cada vez mais. Um beijo!

Tá doendo sim e ainda bem que Dói só em mim... Sejam felizes!!!



Não consigo parar de escrever... Lembrei que:
Uma vez disseram-me: Se queres ver o Sol tens que Abrir os olhos!



Não sei se esta frase faz algum sentido neste contexto que é minha tristeza; mas foi do que me lembrei...



Gostaria de ter uma chave que abrisse uma porta para que essa tristeza saísse, mas isso só não bastaria; faltaria ainda a minha vontade de mandar embora, mas percebo que não é só por vontade que a minha dor deixa de existir...

Ou você acha que Não quero ser feliz?!
O mundo quer esta tal FeLiCidAdE!

Nunca desejei o mal de ninguém é não será agora. Simplesmente porque o que sinto dói tanto e vejo que é melhor que eu sinta do que outra pessoa venha sentir... Não sou Madre Tereza, mais prefiro que fiquem felizes... Isso deve ser amor! Não querer que Ninguém sofra além de você mesmo...
Eu sei que tenho espaço para alegrias.
Sei também que as tristezas vão se evoluindo,
deixando as peles velhas pelo caminho, até se transformarem em esbeltas alegrias!


Minha hora vai chegar eu sei, tenho a marca da promessa.
Posso dar-me ao luxo de chorar... Porque quem me consola?! É o Amado da minha alma
É o meu DEUS que tudo pode. Mas Ainda...



ESTOU TRISTE


Só me resta dizer que estou triste. É o tempo, é o Natal, é o Dezembro, é tudo, e somente, estou triste. Dor que assola o peito, pouco há que me anime. O ser Humano é mesmo um insatisfeito, mas falta-me algo, é um vazio, uma dor que brutalmente dói. Decididamente é Dezembro, é Natal. Estou triste.











ATÉ JANEIRO...



Desejo á TODOS:

Que todos os sonhos de DEUS se realizem em suas vidas... E que DEUS na sua Infinita Misericórdia e no seu Imenso Amor, conceda o que desejares! Feliz Natal e um Ano Novo Maravilhoso...


15 de dezembro de 2008

COISA QUE NÃO GOSTO: traição...

Ser traído não é só a dor do engano
É mais a estranheza, o ato desumano
Onde antes era o mais perfeito abrigo
É agora inferno, incerto, perigo
Trair também não é a traição em si
Já havia a esperança de sair dali
Em busca de uma tábua salvadora
Pra relação antes feliz, agora à toa
Enfim há dois atores, trama trágica
Certos?
Incertos?
Buscam saída mágica
Que os leve direto à felicidade
Os dois porém são de chofre atingidos
Mergulham em abismos, imensidões
Só o tempo trará paz aos seus corações...






(Não desejo isso para ninguém... É dor DEMAIS se torna física até!)



12 de dezembro de 2008

VOCÊ FOI PEQUENO DEMAIS PARA MIM

Não irei me deixar abalar pelo fato de um dia ter demonstrado os meus sentimentos para quem não soube valorizá-los. O que importa hoje é que assumi-los sem medo e você (quem sabe!) um dia vai ver o quanto perdeu.

(Mesmo para ver que de fato não perdeu nada!!!)

Eu construí pequenos sonhos em cima de você...
( TE ACHAVA TÃO GRANDE... TÃO IMENSO!)
Mas com o passar do tempo, percebi que Grande mesmo eram os Sonhos...
Pois você era pequeno demais para todos eles...

10 de dezembro de 2008

O MUNDO É GRANDE

O mundo é grande e cabe nesta janela sobre o mar.

O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar.

O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar.




(Carlos D. Andrade)


[Ao som de Menina]

5 de dezembro de 2008

ACHOU!!!


Investir é cultivar o amor

Se despir é ativar

Resistir é aturar o amor

Insistir é saturar

Aderir é estar com seu amor

Adorar é superstar

Aplaudir ate sentindo dor

É amar

Quem puder viver um grande amor

Verá

Consentir é educar o amor

Seduzir é cutucar

Amarei! é conjugar o amor

Não amei é enxugar

Avançar e conquistar o amor

Amansar é como estar

Como estou com muito amor para dá

Eu dou

Quem estiver atrás de um grande amor

Achou!




AVESSO

Pode parecer promessa
Mas eu sinto que você é a pessoa
Mais parecida comigo que eu conheço
Só que do lado do avesso


Pode ser que seja engano
Bobagem ou ilusão
De ter você na minha
Mas acho que com você eu me esqueço
E em seguida eu aconteço
Por isso deixo aqui meu endereço
Se você me procurar eu apareço
Se você me encontrar
Te reconheço...


(Alice Ruiz, Ceumar)

29 de novembro de 2008

É PAPO

A loucura é pink entre cinza e preto.

Não importa o choque,

a loucura nunca é esperada.

A loucura é muitas vezes

Mentira para quem vê,

Mas nunca pra quem sente.

A loucura é clara e escura

Mas não esclarece nada.

A loucura é linda,

Mesmo quando as folhas caem...

Ela cria filhos adotivos

Idéias órfãs

Idades Abandonadas.

A loucura é papo...

MINHA BUNDA CAIU

Minha bunda caiu. Do nada. De repente. Assim, sem avisar, sem nem uma preparação, uma conversa, uns tapinhas no ombro, um chororô. Fui dormir com ela redondinha, em pé da silva e alegre, acordei com ela esparramada, quadrada, alasanhada, triste. Em frente ao espelho, que até então eu achava que era amigo meu, assisti calada e estupefata ao bizarro espetáculo das duas bandas despencando rumo ao chão.

Minha bunda caiu. E não, não é exagero. Não me venha com conselhos, dicas ou palavras doces, não me venha com aquele papo ridículo de “quem liga para bunda?” . Eu ligo para bunda! Meu namorado liga para bunda. Mulheres ligam para bunda (principalmente para a bunda alheia). O Brasil inteiro liga para bunda. Bunda é tudo nesse país de bundas! É só pensar na abundância de bundas famosas: Luma Bunda de Oliveira, Gerald Bunda Thomas, Waldomiro Bundão Diniz, Juliana Ô Bunda Famosa Paes...

Minha bunda caiu. E, admito, não foi à toa. Eu não fui nada bacana com ela nos últimos anos. Comi de tudo, enchi a cara de refrigerantes, açúcar, massa, pão, salgadinhos, chocolate... tudo que engorda. E não fazia nada para gastar as calorias. Sedentarismo + comida = bunda caída. Não tem saída.


Minha bunda caiu. E isso dói. Dói fundo, dói de verdade. Dói mais ainda olhar no espelho e ver que a tal da (miserável, mil vezes miserável!) lei da gravidade já começou a fazer efeito. E eu sou tão novinha! Que mundo injusto e cruel, meu Deus!!!!!
Uma amiga costuma dizer: “depois dos trinta, é só ladeira abaixo”. Outros amigos, mais otimistas, confortam-me alardeando os benefícios da malhação, da lipo, da força de vontade...
Não que eu vá fazer alguma coisa para levantar a minha bunda, longe de mim. Caiu, caiu. Não vou chorar pelas nádegas derrubadas. O único exercício que me permito fazer é levantamento de talheres. E copos. E só.

Minha bunda caiu.

Mas meu humor não.
Agora estou com este senso de Humor Negro.

(Algumas falas da peça Confissões das mulheres de trinta e outras minhas. Afinal de contas minha bunda caiu mesmo!!!)


24 de novembro de 2008

TUDO SOLTO

AO SOL

Quase não deu tempo de te encontrar.
Sei que você sofreu a espera.
Seu coração apertou
Sua perna tremeu, você quase chorou.
Desculpa, eu estava ao sol...



DOEU...


Apertei com toda a força a cabeça de um brinquedo.
Apertei tanto que quase quebrei.
Doeu.
Fez mal, adoeci...
Médico, remédio, cama e uma boa dose de carinho.
Continua doendo!
Porque a vida não pára.


MEDO


Ele fica! Persiste no buraco pequeno do coração.

Na cavidade do desespero, onde ninguém visita, apenas eu.

Eu que fico olhando as rodas e fico desejando fazer parte

de uma engrenagem simples e conhecida.

Desejando fazer parte de um mecanismo desvendado...


BORBOLETAS



Borboletas são tão belas o que seria delas

Se não pudessem voar?

O céu e as estrelas não poderiam vê-las passar

Lá fora eu vejo um mundo

E sinto lá no fundo

Que aqui não é o meu lugar

Eu sou pequenininha e fico aqui sozinha a sonhar

O meu coração me diz

Que um dia vou ser feliz

Voar para bem longe como eu sempre quis

Um dia eu tive a chance de ter ao meu alcance

O que fez transformar

Sonho em realidade, escuridão em brilho no olhar

Eu vi que na verdade

A dor um dia pode ter fim

Achei a liberdade, ela tava dentro de mim

O meu coração me diz

Agora eu já sou feliz

Voei para bem longe como eu sempre quis

(Amo esta Música)

15 de novembro de 2008

MEU OLHAR

...

' O Meu olhar...



É nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia, tenho sentidos...
Se falo na Natureza, não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar...'
.
Alberto Caeiro in O Guardador de Rebanhos II. Amoooo Fernando Pessoa

14 de novembro de 2008

RENEW... ADIANTA?

***
A minha pele começou a expor para o mundo todo os meus atalhos.




Meu rosto está envelhecendo sendo que minha alma ainda é Menina!


Volto mais tarde...

Estou pensando em passar um pote inteiro de RENEW! Adianta?

Alguém tem uma idéia melhor?!
O futuro não perdoa. É a hora da corrida maluca pelos cremes faciais, exercícios para segurar o que começa a cair, ter sempre em mãos uma malinha de primeiros-socorros...
Pare o mundo eu vou descer!!!
***

MENTIRINHA

Eu menti, só para te fazer pensar que iria atravessar a rua. Como fingir que joga uma bolinha pro cachorro, ele corre e eu não jogo nada. Fiquei onde estava. Você como não presta atenção, foi atrás da bolinha que eu não tinha jogado. Eu menti... E você, por falta de atenção acreditou. O azar é todo seu, eu saí correndo, me escondi atrás do muro e me diverti vendo você me procurar. Lembra?! Garotas boas vão para o céu, garotas más... Se divertem à beça rsrs.

Minhas Vogais e Consoantes são Altamente Inflamáveis e Ardidas