28 de março de 2011

PRATO DO DIA

SEGUNDA-FEIRA: galinhada


 
"curintia"...... 1

SÃO PAULO...... 2

Rogério..100



Também... Todos tem um goleiro.
Nós temos Rogério Ceni 100




Como é bom calar a boca desta galinhadaaaaa!

DE QUEM FALO

Pensei em parar de amar e logo me apareceu algo irreal. Desconfio que seja uma pessoa, tem olhos, boca... E que boca!  




[Ao som de Linger - The Granberries,
novamente uma canção que nada tem a ver com esta história que começamos a contar...]





De quem falo me acha direita
Se casa comigo, se rola e se deita
Me namora quando não devia
E quando eu queria me deixa na mesa
De quem falo me fala macio
E finge que entende o que nem escutou
Me adora e me quer tão somente
Enquanto o que mente é o que acreditou
Esse homem que passa na rua
Que encontro na festa e me vira a cabeça
É aquele que me quer só sua
E ao mesmo tempo que eu seja mais uma
De quem falo ele é feio e bonito
Mais velho e menino, meu melhor amigo
(Para variar mais novo, rs)
É o homem da cor brasileira
A loucura e besteira
Que dorme comigo.








"...Encontre um homem que te chame de linda ao invés de gostosa. Que te ligue de volta mesmo quando deveria estar morrendo de raiva de você. Que permaneça acordado só para observar vc dormindo. Espere pelo homem que te beije na boca c/ muito amor, mas que tbm te beije na testa com muito respeito. Que queira te mostrar para todo mundo. Um homem que segure sua mão na frente dos amigos dele. Que te ache a mulher mais bonita do mundo mesmo quando vc está sem nenhuma maquiagem... Aquele que te lembra constantemente o quanto ele se preocupa com vc e o quão sortudo é por estar ao seu lado. Espere por aquele que esperará por você. Espere por aquele que vire para os amigos e diga 'É ela!'. " 

Não foi eu quem escreveu, mas parece tão meu.


Não tenho certeza, penso que já o encontrei...
Na verdade foi ele que me encontrou!

15 de março de 2011

QUANDO O MUITO VIRA APENAS



Eu não estava triste, estava atenta.
Eu não estava alegre, estava irônica.
Eu quis que a vida me mostrasse
todas as outras reais possibilidades.
E esfreguei os olhos pra desembaçar
o que, antes, era só neblina.

E precisei de muito tempo pra estar junto
e entender o que era só distância.
Eu tive muito tempo pra saber
que já era a hora da mais completa desistência.
E, reavaliando desde o início,
foi que descobri:
o que eu chamava de amor,
era só rima.
O que eu chamava de poesia,
era só vício.

(M.Queiroz)


(Saber a hora de ir embora é coisa que só o tempo aprimora.)




14 de março de 2011

PARA SE FAZER Á DOIS


Eu gosto do seu corpo
Eu gosto do que ele faz
Eu gosto de como ele faz
Eu gosto de sentir as formas do seu corpo
Dos seus ossos
E de sentir o tremor firme e doce
De quando lhe beijo
E volto a beijar
E volto a beijar
E volto a beijar.

(E.E Cummings)




Ao som de Wicked Game, ignoraremos a tradução, daremos uma outra versão, terá uma Nova letra, esta Nossa Música...








Amo de paixão este video, prontofalei.



ERASE


[Simples assim, ouvindo The Cure] 





"(...) E eu nem sabia mais o montante que queria, nem aonde eu extenso ia. O tanto assim, que até um corguinho que defrontei - um riachim à-toa de branquinho - olhou para mim e me disse: - Não... - e eu tive que obedecer a ele."


"O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é Coragem." (JGR)










Ufá, ainda bem que dá pra apagar, (explosão!) ai ai...

SILÊNCIO

[Ao som de Silent  Morning]













Grito mudo, quase sempre doído.
Claramente suspenso, incógnita ausência de som.
Se faz presente, para não se tornar mais o que é...
Quando mencionado, torna-se outro.

SEGUNDAS


[Céu (divina!), com Lenda.]


Tome tento, fique esperto,
hoje não tem papo...
Jogo-lhe um quebrante
num instante você
vira sapo.
Bobeou na crença,
príncipe, volta ao seu posto de lenda...








Pela subversão dos contos de fada, agora é para sempre, amém!






Mesmo com este trecho da música da Céu gravada na mente, ouço Fairy Tale - Shaman

ALVOS





"Se saio com quatro pedras na mão
me chamam de doida.
Eu sorrio e os apedrejo,
Para aprenderem
que as loucas têm perfeita pontaria."

(Leila Mícollis)

 
 
 

13 de março de 2011

O MAR MORA DENTRO DELA


"Quando as estrelas começaram a cair do céu e a se transformar em gotas de ouro em suas mãos, ela demorou a acreditar. Falta de fé, sua avó dizia. É despreparo para a grandeza, ela respondia. E chorou baixinho, com medo do porvir." (Cássia)




 
[Ouça ao som de Coldplay.
Este vídeo foi feito por um moço,
que  fez pra uma moça.
Pedido de desculpas?
Talvez seja. 

11 de março de 2011

FORA

Do Normal





Fora do Normal, solo do humorista Fábio Porchat traz ao palco observações bem- humoradas sobre situações do dia-a-dia. Trata-se de uma comédia que aborda, entre outros assuntos, telemarketing, viagens ao Exterior e tecnologia em banheiros.

Contratado da Globo como roteirista e ator do programa Tudo Junto e Misturado, ao lado de Bruno Mazzeo, Porchat é integrante do primeiro grupo de stand up comedy do Brasil, o Comédia em Pé, que está em cartaz ininterruptamente há quatro anos no Rio de Janeiro. Referência em todo o país quando o assunto é humor, o ator já se apresentou também em Portugal e no Japão com seu estilo histriônico que cativa as platéias.


Eu gostei deste humor de cara limpa... Curta um trecho desta comédia em pé!


19 de fevereiro de 2011

MULHERES ALTERADAS

As atrizes Luiza Tomé e Mel Lisboa agora dividem o palco do Teatro Procópio Ferreira com Adriane Galisteu na comédia Mulheres Alteradas. O ator Daniel Del Sarto também entra no elenco, fazendo parte dessa imensa e divertida atmosfera feminina, composta por três amigas para lá de cativantes e engraçadas.

EU GOSTEI, É Bom!

Elas representam as figuras femininas, que em geral não possuem nomes, da quadrinista argentina Maitena. Essas personagens espelham características de uma mulher universal, cujos assuntos preferidos são corpo, moda, homens, amores, família, filhos, trabalho.

Porém, na adaptação brasileira, elas ganham nomes e personalidades. Lisa (Adriane Galisteu) é separada do marido, mãe de um único filho, inteligente, com preocupações fúteis, porém, em crise por causa de um nódulo que apareceu em um dos seios. Alice (Mel Lisboa) é uma mulher solteira, vive no “mundo da lua”, mas não desiste de encontrar o seu grande amor. Por última, Norma (Luiza Tomé), uma executiva pragmática, casada, com dois filhos e, agora, se depara com uma terceira gravidez. A personagem também marca a volta de Luiza Tomé ao teatro, depois de 12 anos.


Já Daniel Del Sarto incorpora vários personagens masculinos sem nomes definidos e repletos de personalidade, os quais prometem criar uma identificação imediata com os homens presentes na plateia.



No palco, além dos atores, a peça Mulheres Alteradas conta com a “Banda Alteradas”: um trio feminino, formado por excelentes musicistas, que executa canções instrumentais, ao vivo, compostas com exclusividade para a montagem.

A coreografia também merece destaque: Foi criada por Henrique Rodovalho, um dos coreógrafos mais premiados do Brasil, fundador da Quasar Cia. de Dança. Já a direção musical leva o nome da experiente pianista Elaine Giacomelli.





O texto de Andrea Maltarolli, novelista da TV Globo - que faleceu em 2009, após o grande sucesso de sua trama “Beleza Pura”-, tendo a colaboração de Bernardo Jablonski, é uma adaptação inédita dos cinco volumes da série “Mulheres Alteradas”, de autoria da chargista e cartunista argentina Maitena.



Maitena negou a venda dos direitos de sua obra ao cineasta Pedro Almodóvar. A autora também não concedeu os direitos a produtores de cinema do México e dos EUA.



Os palcos da Argentina, Espanha e México também não foram contemplados. O Brasil, portanto, será o primeiro país a exibir uma adaptação da obra de “Mulheres Alteradas” para o teatro, direitos cedidos à produtora manhas & manias de eventos, que tem como produtor e sócio, o ator Maurício Machado (novelas: Cama de Gato, Alma Gêmea, Cidadão Brasileiro).





Respeitando as ideias de Maitena na abordagem de temas tão caros ao mundo feminino – como o corpo, moda, homens, amores, família, filhos, trabalho, o passar do tempo e a falta dele – essa versão cênica, 100% aprovada por Maitena, é fiel ao retratar o seu talento e o humor ao compartilhar desse fascinante e misterioso universo rosa-choque.



A peça mapeia o discurso sobre a feminilidade presente no mundo contemporâneo dessas mulheres, assoladas por cobranças e demandas desgastantes e, às vezes, quase impossíveis de atender simultaneamente: trabalhar o dia todo, dentro de casa idem (e de forma exemplar!), serem mães maravilhosas, amantes insuperáveis e manter as boas formas física e estética. Isso, sem contar com a necessidade de ostentar uma vida emocional serena, equilibrada, a toda prova.



Impossível, não é? Mulheres não são assim. Como diz Maitena: “aquela que até ontem esperava dormindo, compra uma cinta liga; a executiva que administrava uma empresa quer viver em um camping; aquela que cuidava da sogra como sua própria mãe interna as duas em asilo; a magra vira uma vaca de gorda e a gorda perde vinte quilos”.


4 de fevereiro de 2011

CONTRAMÃO

Naquela avenida movimentada, cheia de gente em movimento, todas tão diferentes e tão iguais na sua pressa, havia uma mulher que  flutuava, ela girava, cantava, falava com seu cachorro, parecendo ouvir a resposta para todas as perguntas que fazia para ele. Ela sorria, bailava e dizia: Eu sou feliz!

Daí não deu mais para segurar, a felicidade que saia dela preencheu a grande avenida.

Todos a olhavam, ela não ligava, era como se apertasse aquele botãozinho do phoda-se, e corria para abraçar sua alegria interessante, sua alegria colorida.

Já faz tanto tempo que isso aconteceu, devia ter uns quinze anos, mas, a audácia daquela mulher e a liberdade que emanava dos seus gestos precisos, ultrapassam o tempo... E quando lembro daquele estado de felicidade, sinto vontade de cantar Bety Orton e mesmo na contramão, volto para o dia perfumada de essências...




Porque gente é pra Sorrir!

3 de fevereiro de 2011

ENTÃO...

DEU NO QUE DEU...


Nany People em solo com texto descontraído, satirizando, ainda, situações do cotidiano, suas experiências na televisão e as diferenças entre os universos masculino e feminino. Tudo de maneira bem-humorada e altruísta. "Na vida, qualquer forma de discurso, para ser pertinente, tem que ser bem-humorado. Bom humor é tudo, dentro de um relacionamento então...

Então. . .


Porque não rir da gente mesmo?"


Eu rio.

Estava aqui pensando com meus botões nas horas boas e suas surpresinhas: Dia delícia, mão na mão, caricias, compras, um agrado, beijos, gente por toda á parte, beijos intensos, atenção, mais compras, tarde amena, abraços intermináveis, lábios molhados, histórias, risos, noite agradável, beijo na boca, carinho, primeira vez no teatro, cuidado, boca na boca, noite boa, olhos cerrados, abraços, mãos dadas, mais beijos na boca, tudo isso entre um riso e outro. É... então... só estou ouvindo músicas rs,   "começar de novo, e contar comigo, vai valer á pena ter te conhecidoooo."

1 de fevereiro de 2011

NÃO ENCHE




É uma letra intrigante.
É um tapa na cara que dói...


Para quem ele escreveu?
Alguém se doerá?!
Penso que não, e nem dá para se doer com Caetano Gênio Veloso, mesmo sendo versos pesados e latentes.


Eu até iria postar a letra, mas bateu uma preguiça agora. Vontade de não fazer nadaaaaa,.. então, olha a letra aí, é muito bem estruturada, assim como a letra da múscia QUALQUER COISA, ele brinca com as palavras, ele se diverte. E eu também! 


18 de janeiro de 2011

INTERROGAÇÃO

Sempre nos limitamos quando nos definimos, mas quando nos definem... há limitações? No que você pensa? O que sente? Esta feliz? Não... e pq não estaria? Ah, está feliz então? Por quê?

Não espere tudo, digo, não espere nada...
Não espere certezas, jamais as terá.
Não espere concertar... Não espere nenhum con(c)(s)erto. 

Seja o que for nem espere!

A falta de sentido hoje beijou a minha boca. Lançaram uma corda bem no estilo rapunzel, água suja, água de barro, água que leva casa, leva amor, leva destino, só não leva a esperança, porque esta, nada contra a maré. Havia uma casa, nada engraçada, não tinha teto, não tinha nada...  aliáis tinha água, muita água. (diz a história que eram várias casas, mas não sei, não vi, não havia mais nada, era só lama). Nesta casa nada engraçada, havia uma princesa, que agarrou-se ao seu cachorro e também aquela corda, que foi lançada do alto de uma torre por um príncipe. Percebi que ela agarrou aquela corda, como quem agarra um fio daquela louca, que sempre é a última, mesmo assim não falhou para aquela princesa, que lamentou tristemente a falta de força para segurar seu cãozinho. Do alto da torre, foi salva e amparada. Parece um final feliz né? Mas é só um começo triste, cheio de incertezas.

Vendo aquela imagem, meus olhos inundaram, e outras águas rolaram.

Rio, eu lamento!

Sabemos que ainda há aquela  louca varrida, de olhos verdes, toda cheia de si, ela se arremessa, faz um vôo lindo, mesmo nem tendo asas! E todos questionam quem é? E toda faceira diz: Meu nome  é
  ES - PE - RAN - ÇA


E é com ela que estamos ligados nesta corrente de amor por todo o País.


Chico, está certo ao dizer:

E todos os destinos
Irão se encontrar
E mesmo padre eterno
Que nunca foi lá
Olhando aquele inferno
Vai abençoar!
O que não tem GOVERNO
Nem nunca terá!
O que não tem VERGONHA
Nem nunca terá!


 



Vamos andar com Fé, por quê a "fé não costuma faiá", assim teremos "dias melhores para sempre".







14 de janeiro de 2011

LEVE?



[Ao som de A Via Láctea]



"Queria ser como os outros
E rir das desgraças da vida
Ou fingir estar sempre bem
Ver a leveza
Das coisas com humor..."


Como é complicado ser leve ou apenas ter leveza...


13 de janeiro de 2011

SELINHO

Com carinho, com respeito agradeço a Lyka  que postou um comentário delicioso e presenteou meu blog com três selinhos graciosos.







Obrigada!



Umbeijonabochechad'oces.




28 de dezembro de 2010

EU VEJO FLORES EM VOCÊ


" ... De todo o meu passado. Boas e más recordações.
Quero viver o meu presente... Ao som de IRA"



Quero para 2011 Fé. Aquela fé que te faz prosseguir crendo que tudo vai dar certo. Aquilo que me torna melhor sempre, mesmo que algo ou alguém quer destruir ou tirar a nossa paz. Penso com sinceridade, que se dermos o melhor que podemos dar, então já valeu...
Conta uma historinha que dois fazendeiros oraram pedindo que Deus enviasse a chuva, mas só um deles saiu e foi arar o campo para recebê-la. Qual fazendeiro eu quero ser? Pode ser que a chuva venha. Pode ser que a chuva não venha. Mas eu não vou decidir parar a minha vida para ficar sentada lamentando que a seca é que me impede de viver... Quero pedir para Ele que  me dê fé para arar o campo, com alegria, e que me dê discernimento para entender que nem sempre vai mandar a chuva, mas preciso fazer a minha parte. E que Ele agirá quando eu estiver pronta.

Que Deus em sua infinita misericórdia me dê sabedoria para entender que muitas vezes, quando Ele me fecha uma porta (ou quando eu bato com força numa porta), aquilo tudo me protege e me livra de algo muito, muito pior...
Quero agradecer á Deus por todas as graças deste ano, por todos os Sim's e Não's.
Por todas as portas fechadas e por tantas Janelas es-can-ca-ra-das.

Quero me desculpar por ter fraquejado tantas vezes quando as coisas aconteceram de uma forma diferente da que gostaria. Sei que não estou só.


Peço perdão á todos que sem querer ou querendo, magoei.


Obrigada pelos anjos que colocou em meu caminho, e também pelas pessoas erradas que deixou á minha disposição, para eu ter em mim sempre a certeza que só devo ANDAR ONDE TEM ESPAÇO.

Obrigada por não ter me abandonado. Por não ter desistido de mim, SENHOR.

Obrigada por ter me dado forças pra atravessar todas as tempestades que vivi esse ano....



OBRIGADAAAAA!




Deus não opera na ansiedade. O meu Deus é o Deus do impossível.








Com amor, com carinho, um beijo. E que neste ano que se inicia, se encha somente das coisas dos Céus.

24 de novembro de 2010

IMITAÇÃO DA VIDA


[Ao som dos lendários integrantes do R.EM


Adultos imitam outros para aprender a viver e se comportar como for conveniente; e as crianças gostam de trocar papéis: a criança preta quer ser branca e tem vergonha da mãe que é preta, enquanto a criança branca adora brincar a ser preta para se agarrar às saias da sua ama africana. A criança africana diz ser filha da patroa branca, essa que imita atrizes para conseguir um papel no teatro.

E a imitação começa.

A vida é aprendida de observar os comportamentos adequados, como escrevi um dia num texto meu que a Edna corrigiu, com amizade e fraternidade. Mais uma imitação à vida: as suas correções fizeram-me criar uma outra categoria: a conduta conveniente. A conduta adequada é pública : saber falar, dizer as palavras atraentes, usar os vocábulos aceites em sociedade, cumprimentar de mão estendida, tirar o chapéu (fui longe agora, rs), e outras. A conduta adequada é a que corresponde ao grupo de pares com os que partilhamos a vida. Falei bonito agora.

A criança distingue muito bem entre os dois tipos de comportamentos: se está com adultos, pede licença para sair da mesa antes dos adultos (nem sempre); se está com os seus pares, quem acabar primeiro é quem corre ao televisor para continuar a ver o filme que tinha começado antes do almoço. Com cortesia, solicitam se podem: bem sabe a criança que os adultos não vão dizer não, pois a seguir seria uma birra de todo tamanho que não deixava comer calmos os adultos e estaria irrequieta porque os seus nunca mais acabavam a conversa, a calma de uma comida, as histórias que a mesa eram contadas e que aos mais novos nada interessava, não entendiam e o filme era mais interessante que as histórias antigas. Exceto, é evidente, se estiverem a falar dos pequenos, deles próprios: eles mandavam calar os "grandes" e completavam o conto à sua maneira. Os adultos calavam e permitiam, em silêncio, ouvir os cumprimentos que os pequenos ofereciam a si próprios? fosse verdade ou mentira. Na boca de uma criança, aliás, quase não há mentiras, é a sua forma de ver os fatos e a sua interpretação dos mesmos; interpretação que o adulto deve entender e não acrescentar e não interpretar a realidade exposta pelos mais novos. Seria uma grave interpretação do que é educar e dar carinho.

O adulto imita a vida enquanto é pai? mãe, aceita o ideário dos pequenos e nunca diz que não é verdade o que eles contam, e vai mudando com o tempo das crianças a crescerem. A doçura dos pais é mais uma aceitação das crianças e uma prova de amor e de estima, de emotividade e de orientar a sua vida pelas carícias das palavras e da segurança a dar, confiança em si próprios, sem jamais puni-los. Se houver uma birra, faz-se ao mais novo um olhar para outro lado, ou com uma carícia, ou a ignorar a birra até esta passar. A criança imita a vida que os seus adultos ensinam com o seu próprio comportamento. Como esse dia do vôo de volta ao seu país de origem, imensas horas retidos no aeroporto ao mudar de avião e ter perdido a combinação. Os adultos, impacientes, debatiam um com o outro, perdido o imaginário de brincar aos aviões, de cantar aos bonecos, de se contarem histórias e de lembrar a praia, sumidos nas preocupações de horário e outros assuntos.

Camilly me disse uma vez que: as pessoas não se zangam, dão a mão e passeiam, mãe, você que me ensinou. E  me acalmei, como bom ser humano que sou... E sem perceber, ela me imitava.
A vida é uma imitação. A criança aprende a ser feliz ao ser tratada com amor e nunca criticada pelas "macaquices" do seu comportamento. Imitação à vida é a reprodução do amor que os adultos têm entre eles e, por extensão, aos mais novos. Como acontece comigo, com minha filha, minhas sobrinhas...

5 de novembro de 2010

GOSTO MAIS QUE BALA


Amo este diálogo do filme o Fabuloso destino de Amelie Poulain, aff...




"São tempos difíceis para os sonhadores"


- Ela parece distante... talvez seja porque está pensando em alguém.
- Em alguém do quadro?
- Não, um garoto com quem cruzou em algum lugar, e sentiu que eram parecidos.
- Em outros termos, prefere imaginar uma relação com alguém ausente que criar laços com os que estão presentes.
- Ao contrário, talvez tente arrumar a bagunça da vida dos outros.
- E ela?
E a bagunça na vida dela?
Quem vai pôr ordem? '



Minhas Vogais e Consoantes são Altamente Inflamáveis e Ardidas