25 de outubro de 2011

AINDA BEM

(...)
Quando ouvi esta música aqui, compreendi (um pouco) as linhas tortas da minha NADA MOLE vida. Parece mágica, minto.
É mágico...

Eu sempre estive com a Varinha de Condão, sempre tive poderes, mas por medo... não usei - Tola.

Hoje, sinto-me realizada, em paz. Estou agridoce, rs. E esta minha realização, não me deixa estagnada, muito pelo contrário - quero mover meus sonhos, ver minha garotinha crescendo, limpar meu quartinho, estudar e aprender, me apaixonar e ser apaixonante p'ra ele e por ele.

Mas decidi que não quero ser "FELIZ". Digo: Sabe esta tal felicidade que uma minoria tosca acredita? então, esta NÃO - PASSO.

Prefiro ser inquieta, preciso de movimento, preciso de perguntas. Preciso ser livre para escolher o que me prende.




Meu amor, TE dedico a música deste post.

21 de outubro de 2011

MARIA SEM CHORAR


[Ao som de Milton Nascimento, acolá]


- Ela foi marcada á fogo
... Mas ninguém diz.


 
Levanta o véu Maria e mostra a cicatriz!




(F.F)

6 de outubro de 2011

NÃO SOSSEGUE:

... continue com fome, continue bobo...




Caros alunos,




Estou honrado de estar aqui, em Stanford, uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade.

E é isso. Nada demais. Apenas três histórias.



A primeira história é sobre ligar os pontos



Eu abandonei a faculdade depois de seis meses. E por quê? Tudo começou antes de eu nascer.



Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Meus pais adotivos tinham apenas o ensino médio e ela só assinou os papéis da adoção quando prometeram que algum dia eu iria para a faculdade. E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade.





Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria OK.

Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a freqüentar aquelas que pareciam interessantes.



Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Mas, muito do que descobri naquela época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço.



Como eu tinha largado o curso e não precisava freqüentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. E eu achei aquilo tudo fascinante. Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. Foi o primeiro computador com tipografia bonita.

Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador tivesse a maravilhosa caligrafia que eles têm.



É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para frente quando eu estava na faculdade.

Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois. Você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás.

Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa - sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.



Minha segunda história é sobre amor e perda.



Começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, ela se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados.

E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou?



Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele.

O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício].

Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo.



Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida.



Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa. Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa. E Lorene e eu temos uma família maravilhosa.



Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple. Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça.



Mas estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho.

Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Continue procurando até você achar. Não sossegue.



Minha terceira história é sobre morte.



Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: "Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?”.



Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões.

Porque quase tudo - expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar - caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante.

Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder.



Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas. Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de 3 a 6 semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas - que é o código dos médicos para "preparar para morrer". Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus.



Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem...



Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá.



Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo.

Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpe ser tão dramático, mas isso é a verdade.



O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém. Não fique preso pelos dogmas, não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior. E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário.



Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Na contracapa da última edição havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro.

Abaixo, estavam as palavras: "Continue com fome, continue bobo".

Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo.

E eu sempre desejei isso para mim mesmo.



E agora, quando vocês começam de novo, depois de finda a etapa anterior, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos.



(Steve Jobs)

27 de setembro de 2011

TEMPORAL

Porque quando você me abraça... todo receio e toda angústia vai embora. E eu tenho vontade de ficar de ladinho, ronronando feito uma gatinha, embolada, juntinho contigo. Ora faço, Ora afasto. Inconstante.



Tantas e tantas vezes te maltrato com crueldade.
Mas você ri, se des-conforta,
deixa doer e faz piada.
E me desarma.
Assim.


INTANGÍVEL



"(...) E eu nem sabia mais o montante que queria, nem aonde eu extenso ia. O tanto assim, que até um corguinho que defrontei - um riachim à-toa de branquinho - olhou para mim e me disse:

- Não...

- e eu tive que obedecer a ele." (JGR)

JÁ FUI COPO


Agora sou lago...


Lembrei de uma estórinha, quase tola.

O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse.
-"Qual é o gosto?" - perguntou o Mestre.
-"Ruim" - disse o aprendiz.

O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.

Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago.

Então o velho disse:
-"Beba um pouco dessa água".
Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou:
-"Qual é o gosto?"
-"Bom!" disse o rapaz.
-"Você sente o gosto do sal?" perguntou o Mestre.
-"Não" disse o jovem.

O Mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:

-"A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu".

Em outras palavras:

Já fui copo (de plástico, rs), mas hoje SOU LAGO!






[Eu sei que o texto parece bobo e, em certa medida, é. Sei que as dores doem, algumas mais que outras e que "alegorias" diversas só nos trazem irritação quando parecem menosprezar nosso sofrimento... Mas é que hoje eu dei de cara com este texto e não achei que fosse coincidência.... achei que ele deveria vir pra cá porque, de alguma forma, alguém de que gosto deveria ler. O mundo gira, as dores doem. Algumas coisas mudam, outras não. Conselhos são péssimos, mas a amizade tem que ser Maior.]
 
 
 
 
#umbeijonabochecharosadad'oceis.
 
 
 
[Tudo ao som de Jota Quest]

9 de setembro de 2011

PR'A VOCÊ


[Amor, ouça ao som de Todos os Verbos]
#tededico



"Porque quando fecho os olhos, é você quem eu vejo; aos lados, em cima, embaixo, por fora e por dentro de mim.

Dilacerando felicidades de mentira, desconstruindo tudo o que planejei, abrindo todas as janelas para um mundo deserto. É você quem sorri, morde o lábio, fala grosso, conta histórias, me tira do sério, faz ares de palhaço, pinta segredos, ilumina o corredor por onde passo todos os dias. (E você faz isso mesmo. Amo quando faz minhas vontades e atentamente realiza cada desejo - os meus, os seus.)

É agora que quero dividir maçãs, achar o fim do arco-íris, pisar sobre estrelas e acordar serena. É para já que preciso contar as descobertas, alisar seu peito, preparar uma massa, sentir seus cílios. “Claro, o dia de amanhã cuidará do dia de amanhã e tudo chegará no tempo exato. Mas e o dia de hoje?” Não quero saber de medo, paciência, tempo que vai chegar. Não negue, apareça. Seja forte. Porque é preciso coragem para se arriscar num futuro incerto. Não posso esperar.

Tenho tudo pronto dentro de mim e uma alma que só sabe viver presentes. Sem esperas, sem amarras, sem receios, sem cobertas, sem sentido, sem passados. É preciso que você venha nesse exato momento. Abandone os antes. Chame do que quiser. Mas venha. Quero dividir meus erros, loucuras, beijos, chocolates…



Apague minhas interrogações. Por que estamos tão perto e tão longe? Quero acabar com as leis da física, dois corpos ocuparem o mesmo lugar! Não nego. Tenho um grande medo de ser sozinha. Não sou pedaço. Mas não me basto.”



Hoje, este texto é meu.
Com carinho, com respeito, um beijo...
Caio Fernando Abreu

8 de setembro de 2011

APESAR DE...

E então eu respirei fundo e ordenei a meu coração que reaprendesse a se blindar. Depois ri da ousadia. Era tão estúpido. Porque depois que a gente espeta os dedos numa rosa, pode deixar de perceber a beleza e só perceber os espinhos... e massacrar sem critério toda a ternura ou sutileza de qualquer outro tipo de flor. Ou da mesma.



Acho que só queria era dizer que não desejo ser nunca uma pessoa bruta ou indócil, mas tantas vezes não escolho... Às vezes é tão mais fácil (falsamente) decidir não sentir coisa alguma. Às vezes é tão mais fácil perceber o amor como um câncer que vulnerabiliza e que deve ser eliminado da nossa vida para sempre... (E é também covarde, incrivelmente covarde, eu sei.)


Mas é que eu também aprendi que se a gente quer amor, é mesmo amor que a gente deve oferecer, não receio, titubeio, covardia. Crescer é se aceitar vulnerável... e ter coragem não é deixar de sentir medo, mas prosseguir, confiante, APESAR DE.


Às vezes acho que eu deveria seguir meus conselhos.
Acho que eu deveria. Sim.

31 de agosto de 2011

(C)ORAÇÃO

Às vezes seguir o coração é escutar quando ele diz que chega. Quando ele mostra, todo dia, que está cansado de ser maltratado e que aquilo que oferecem a ele é pouco e ele merece mais...

Escutar o coração não é deixar que pisem na gente. Escutar o coração é se encher de esperança mesmo quando tudo parece que vai contra a gente, e é também ter forças para matar um amor quando parece que a gente mata junto tanta coisa bonita dentro da gente...

16 de agosto de 2011

HOMENS NUNCA DIZEM NÃO

"Muitas mulheres não se vestem com modéstia, desencaminham os homens, corrompem sua castidade e disseminam o adultério pela sociedade, o que acaba aumentando os terremotos"

Kazem Sedighi

[Ouvindo, Leoni]

Viu? Nós, mulheres... Nossos olhos e nossos olhares, milhares de tentações!
Somos as responsáveis pelas catástrofes naturais que andam ocorrendo por Haiti, Chile, Indonésia, Japão... Devemos "botar a mão na consciência" e agir de forma mais solidária com os demais. E não adianta discutir. O cara é um sacerdote, ele conversa com Deus...

7 de agosto de 2011

APENAS UM PEDALINHO

[Ouvindo Metallica, aqui.]



Aquela cisne negra é a Petra e seu companheiro grande e branco, mas de plástico... Ele um pedalinho. Ela louca de amor, se abrigava debaixo dele e dormia todas as noites, durante um verão todo.



Linda história real!



Vendo tv, lembrei desta história da Petra, e de outros bichinhos que fazem a diferença.




[Mozart, vc também fez a diferença. Saudades eternas...]




Domingo, ele do meu lado, dando palpites pertinentes sobre o que escrevo, então... #maisconfiante, escrevo melhor. A história da Petra faz lembar a minha, poderia ser uma parábola, então direi...: Era uma vez uma cisne negra, chamada Petra, que andava tranquilamente no zoológico de Munique, na Alemanha. Tava lá, tranquilona, quando os admistradores do lugar resolveram botar um pedalinho (na tradicional forma de cisne) no lago,para os alemães passearem. Foi então que Petra se apaixonou pelo pedalinho!

Sim, a pobre cisne, assim como no "patinho Feio", não deslocava nenhum pretê cisne. Daí, quando viu o pedalinho, caiu de amores. Nem percebeu que ele não era real, eu também não percebi. Fazemos isso de vez em quando na nossa vida amorosa.

Ficamos fantasiando que aquele pretê é muito incrível, que manda bem em várias coisas, quando, na verdade, ele pode ser quase um "pedalinho". E só existi na nossa imaginação. Ele rambém parecia tão real, me enganei.

Voltando a Petra. Os admistradores do parque e o próprio diretor resolveram confiscar pedalinho, levá-lo para outro lugar, pra ver se a cisne se esquecia desse amor impossível.

E eis que em um dia de inverno, depois de várias tentativas para separar os cisnes. E conseguiram!Kate, sozinha, amuada, felizmente, um dia, antes tarde do que nunca, mudei de ideia, digo: Petra mudou de idéia. E resolveu se apaixonar por outro cisne. De carne e osso.

Genteee, quando se está apaixonada por um pretê-pedalinho e de nada adianta nossas amigas falarem, rezarem ou nos arrastarem pras festas. Por mais roubada que ele seja, continuamos lá, cegas pela imponência das plumas brancas.

Mas daí, um dia, acordamos com um outro humor,e, sim arranjamos alguém da nossa turma. Por isso, quando tudo der errado, lembrem-se da cisne Petra ou da minha história. Momentos bons, tive todos. Tenho sorte. Mas o meu presente de + ou - 1,90m, tem um futuro inteiro de amor maduro e real, com sabor de beijo na boca de língua.

Mesmo porque, Pedalinho só serve pra dar uma voltinha!!!



5 de agosto de 2011

É TOMBO OU VOO?!


"A vida, apesar de bruta, é meio mágica. E lá vou eu, nas minhas tentativas, às vezes meio cegas, às vezes meio burras, tentar acertar os passos. Sem me preocupar se a próxima etapa será o tombo ou o voo. Eu sei que vou. Insisto na caminhada. O que não dá é pra ficar parada. Se amanhã o que eu sonhei não for bem aquilo, eu tiro um arco-íris da cartola. E refaço. Colo. Pinto e bordo. Porque a força de dentro é maior. Maior que todo mal que existe no mundo, do que o mal que há em você. Maior que todos os ventos contrários. É maior... porque é do bem. E nisso, sim, acredito até o fim..."

[Bonitinho, né? Eu sou sensível... =)
 ... Ouvindo trust me, aqui.]

29 de julho de 2011

VOU TER QUE SER FELIZ BAIXINHO


A inveja tem sono leve...

"(...) eis que estou ótimo. (...) tem uma felicidade mansa por dentro, devagarinho. A casa bonita. Os dias bonitos. A roseira bonita... E trabalhos novos (breve a cores). Guardo o meu amor por dentro. É precioso. Pensar nele faz com que tenha vontade de cuidar de mim mesmo - então é bom. Guardando, guardando, feito jóia. Precioso, delicado. Meus dias têm sido claros. Lembro de um velho samba-canção: "Eu não peço nem quero/ para o meu coração/ nada mais que uma linda ilusão". #Supersábio.


Joguei I Ching lindo hoje, bem na hora da minha Revolução Lunar, 14 graus de Capricórnio. As coisas vão dar certo. Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz - se não tiver, a gente inventa. (...) Hoje estou pensando que ter amado meio torto durante tanto tempo talvez esteja me conduzindo a algo mais claro? É uma dúvida que te coloco. E sinto coisas tão boas... ondas de energia claras que me sobem Kundalini acima - e então penso que está certo assim, na nossa sede infinita... acreditar e levar porrada mas voltar a acreditar e cair do cavalo e não deixar de acreditar e se desenganar e se arrebentar mas continuar acreditando que, de alguma forma, há alguma resposta de humano para humano. E que amar o humano do outro e aceitar e amar teu próprio humano, e que esse é o único jeito, o único way-out possível: procurar no humano do outro a saída do nosso próprio humano sem solução. E na minha memória, amar os pés nus do meu amor na minha blusa roxa. Ou o beijo na boca na escadaria. E pouco importar que tudo tenha sido ou continue sendo fantasia ou carência, porque é assim que as coisas são, e é através disso - e só disso, venusiano total - que posso crescer, e não me importo nem um pouco de voltar e acreditar e de ficar todo aceso e mais delicado para olhar as coisas, qualquer coisa.


Na minha lápide, quero alguma coisa mais ou menos assim: 'Caio F. - que muito amou'. And that's it.

And that's it."

[Reencontrei essa carta hoje num acaso... me emocionei tanto. Ela é tão bonita, tão minha, que quase troco "Caio F. - que muito amou" por "Kate R. - que muito amou". Então a divido... com alma. #umbeijonabochecharosadad'ocês e outro beijomolhadonaboca do meu Melhor amor, obrigada por ler e palpitar sobre o que escrevo.]
 
 
 

22 de julho de 2011

FONDUE

O dia dos namorados, comercialmente falando, já foi, ainda bem, porque fica somente o que tem que ficar,  [explosão]... e fica! Piro na conchinha que formamos, no cafuné, nos presentes (sem data), no sexo do bom e no amor do bem, surpresas, vinho... enfim...

Lembrei da primeira vez que veio em casa, com cara de exclamação dizendo:

(ele) - seu apartamento é frio!

(eu)  - constatação, (risos).
        Sou gélida ás vezes.

(ele) - seu coração 'tá" frio?

(eu)  - não, o vermelho é uma cor quente.

(ele) - falo do seu coração.

(eu)  - falo do meu apartamento. Minha parede é vermelha.

(ele) - Seu coração também...
               [EXPLOSÃO]

(nós) - (só)risos


[Sou uma trilha musical, lembrei da música da
Mária Gadú  Lounge, onde ela canta: Vamos entrar.
A minha casa não é quente. Trago o vermelho pra esquentar...
aff, tem o nosso jeitinho!]




Bom,

para espantar o frio, nada melhor do que um  festival de inverno em casa, com caldinhos diversos, chocolates quentes, café com tudo que se possa imaginar e é claro, meu preferido... fondue.



Tudo perfeito


 Ele sempre é tão atencioso com os detalhes


Ele tocou More Than Words do Extreme


E com aquele olhar que me invade, disse:

Então, você não precisaria dizer que me ama
Pois eu já saberia...


Ai ai



Apaixonadamente, lembrrei de um trecho do filme Le fabuleux destin d'Amélie Poulain, onde Amélie ouvia sua vizinha, saudosa,  ler cartas de amor á espera de um marido que não chegaria mais.
Amélie retém seu olhar na pobre senhora e diz:

- Eu não sou a doninha de ninguém.

Ela diz de uma forma tão singela e única... Que me deu vontade de dizer da mesma forma, só que o oposto desta afirmação e com toda amabilidade que o amor deixa nestas palavras:

Novamente eu sou A Doninha de alguém. Amém. Como estou boba, rs.




[Ao som ao pé do ouvido, O Meu Amor ]




AMOR PERFEITO

"E eu que plantei um amor-perfeito, fico ao pé da planta até hoje esperando brotar. Um dia eu quero olhar pra carinha da flor e perceber o calor da minha mão nela.  A sementinha foi lançada, não sei se num solo fértil. Não sei se dará flor ou poema e, ainda, se nos faremos companhia.


Eu só queria ter alguma coisa que me obrigasse a lembrar de que a vida brota e se fortalece quando se rega. Às vezes esqueço."

 
  
Peguei... porque parece meu.
 
 
 

 Hoje, este trechinho da Marla, é todinho meu.

DE PEITO ABERTO

O que não se procura do jeito certo não se acha


Pode até doer, mas é simples assim....


Hoje entendo coisas que me disseram há tanto tempo... Não adianta procurar, não adianta querer encontrar, se não for do jeito certo você não faz por merecer.

Obrigada, meu Deus, pela força e paciência que me deu. A espera não é uma esperança vazia. É uma certeza que vem aos poucos e bem no tempo dela. Amém.




[Eu e minhas trilhas sonoras, ouvindo repentinamente
 pela décima primeira vez Lenine]

18 de julho de 2011

OS DIFAMANTES




De vez em quando (bem mais "quando" do que "vez") ainda é possível ter uma surpresa agradável, (eu tive), e uma delas é "Os difamantes". Surpreendentemente, trata-se de uma comédia, escrita para o teatro, em horário normal e dias normais, que até chega ao exagero de ter alguma coisa para dizer - brincando, de modo alegre, mas tem, está em cartaz no teatro Anhembi Morumbi, com texto de Martha Mendonça e Nelito Fernandes, com direção de Ernesto Piccolo.



O texto de Martha e Fernandes é uma divertida crítica à indigência da maior parte do material apresentado na telinha e, ainda melhor, às revistas de fofocas e famosos. No simpático cenário de Sérgio Marimba, um quarto com imensa cama e paredes translúcidas, o casal planeja sua vingança, a criação de um programa de TV criticando as asneiras que o divertem, mas não prevê os perigos de ser engolido pela máquina na hora em que for para o estúdio... Só isso, mas isso com um diálogo ágil e alfabetizado, escrito para ser devidamente explorado por atores.



A montagem é simples mas eficiente, e cria um mundo não televisivo que é fundamental para a essência do texto. Os figurinos de Laura Lima são tão divertidos quanto o resto e marcam a passagem do tempo com eficiência. A luz de Paulo César Medeiros é precisa e integrada na ação e no clima, e a trilha de Rodrigo Pena também funciona bem. Participam com eficiência os vídeos de João Jardim.


Teatro: é sempre bom demais!

só(ri).






Vale lembrar: Em SP  é curta temporada.

6 de julho de 2011

QUESTÕES E AFIRMAÇÕES


“Por que cantar? Nunca ouvirá...”
“Acredito em música como alguns acreditam em contos de fadas.”

SUSPIROS

[explosão!]



... quero um amor desses que não caiba em mim de tão grande. Quero sentir no abraço dele que eu sou um amor que não cabe nele também. E quero pro resto da vida.








[Ouvindo Hung Laurie, Aqui.]



28 de junho de 2011

AMOR SERVE É PARA MELHORAR A VIDA DA GENTE

... se não melhorar, é doença, obsessão, necessidade de masoquismo pra se sentir importante. E só.

[acordei com esta música Aqui]




♪♫ Eu podia ficar feio, só perdido,

mas com você eu fico muito mais bonito,
mais esperto.



E podia estar tudo agora dando errado pra mim
Mas com você dá certo... ♪♫
 
 
   
[Amor pra mim é isso aí... Se eu simplifico? Ah, claro que não. Tô com preguiça de ser inteira. Hoje tô bem metade, meio copo,  meio dia. Escrevo porque me dá tesão, me dá na telha, me incita, movimenta, transborda... Escrevo para questionar, para acomodar e [in]comodar as idéias. Pensamento tem que ser solto, (pensamento preso é servidão, não sou servil), devaneio, sentimento de todos os jeitos. Rascunhos. De mim.]

Minhas Vogais e Consoantes são Altamente Inflamáveis e Ardidas