29 de maio de 2012

ADULTÉRIO - A PEÇA


Sei la, não gosto desta palavra. Ela é tão suja. Me fez lembrar de quando postei ali o meu asco por esta palavra carregada de nada.

Mas tudo passa... TUDO PASSARA -, como dizia o poeta. Palavra suja, tem mesmo é que ser lavada. Então lavei.



MAS ---, esta peça de Woody Allen, diz que ele já cometeu adultério ao menos uma vez na vida e a história é das mais conhecidas. Em 1992, Mia Farrow, então a mulher do cineasta, descobriu fotos que ele havia tirado da filha adotiva dela, Soon-Yi, nua. O escândalo foi enorme e a opinião pública ficou do lado de Mia Farrow. Pior para a carreira de Allen, que perdeu bilheteria nos EUA e só agora, depois de Meia-Noite em Paris (2011) --e de 15 anos de casamento com Soon-Yi--, parece voltar às boas com os americanos.
Mas bem antes de tudo isso, a traição entre cônjuges já era tema recorrente nos filmes de Allen. Neles quase sempre há um personagem que pula a cerca, e tanto os adúlteros quanto os amantes parecem exercer grande fascínio sobre o diretor.
O cineasta já abordou a infidelidade de diferentes formas entre o cômico e o dramático. Mostrado com leveza em Alice (1990), o adultério é um mal que vem para o bem à dona-de-casa endinheirada e entediada vivida por Mia Farrow: será um caso extraconjugal (e infeliz) com Joe Mantegna que levará a protagonista a mudar radicalmente de vida e enfim achar seu lugar no mundo.
O mesmo tema pode levar a reflexões mais profundas, como em Crimes e Pecados (1989), em que Martin Landau resolve dar um fim na amante, Anjelica Huston. Há ainda Manhattan (1979), Hannah e Suas Irmãs (1986), Maridos e Esposas (1992), Poderosa Afrodite (1995), Match Point (2005)... Todos esses filmes têm em comum um personagem infiel.
Na mistura de drama e comédia que é Adultérios, a montagem brasileira de Central Park West, de Woody Allen, o adúltero é Jim, um escritor que acabou de ter um roteiro transformado em filme em Hollywood. Numa noite em que aguarda a amante para o encontro que deve pôr um ponto final na relação, ele conhece Fred, um sem-teto louco e inteligente que o acusa de ter roubado suas ideias para o roteiro do filme.
A relação entre os dois começa pouco amistosa, mas conversa vai, conversa vem, aparece enfim a amante (Carol Mariottini), nada dócil, e que acaba dando espaço para que surja um elo entre os dois homens. No ano passado, Fábio Assunção e Norival Rizzo chegaram a se revezar nos papéis de mendigo e escritor entre uma sessão e outra do espetáculo, sugerindo que os dois personagens são basicamente a mesma pessoa --aliás, o final da peça também é por aí (mas calma, isso não chega a ser um spoiler).



Norival Rizzo interpretava o escritor Jim, e Fábio Assunção dava vida ao sem-teto Fred. Embora as duas atuações fossem caprichadas, claro que não é pelo sujeito pacato e certinho, e sim pelo mendigo psicopata e divertido, que a plateia se derrete. Com mania de grandeza e de perseguição, mas sendo o personagem mais honesto da peça, é o homeless quem cativa o público. E Fábio Assunção mandava muito bem nas entonações e gestos de Fred --que diz receber sinais elétricos e instruções vindas do topo do Empire State.

Adultérios
tem como cenário apenas dois banquinhos e estruturas de madeira que representam algum lugar nas margens do rio Hudson, em Nova York --"provavelmente entre as ruas 70 e 80 Oeste", diz o texto de Allen. Embora a história se passe nos EUA e traga algumas referências e nomes que não dizem nada para quem não é de lá, o espectador brasileiro não sai perdendo, já que o que importa mesmo é o que os personagens têm de mais universal, em especial suas fraquezas. E a peça só melhora ao longo dos 60 minutos de duração, com boas piadas e muito da classe que sempre há no trabalho de Allen.



Sinopse extraída do R7.

 

28 de abril de 2012

CRUEL


[Ouvindo aqui a música gostosa de Sergio Sampaio]






Sinopse da Peça




O texto tem mais de 100 anos, e ainda sim tão atual é uma mistura de drama e suspense.

Entre outras, as características dos personagens mesclam ingenuidade, manipulação, egocentrismo e soberba.

A história traz relações de amor e amizade, ódio e paixão, volúpia e desconfiança, entre outros sentimentos inerentes à
natureza humana.




Movido pelo sentimento de vingança, Gustavo (Reynaldo Gianecchini) é o vetor da história.
Muito perspicaz e orgulhoso, ele desenha os acontecimentos e os conduz à direção em que premedita.

Adolfo (Erik Marmo) é um pintor inseguro, facilmente manipulado, mas sutilmente forte. Casado com Tekla, (Maria Manoella), uma bonita, sedutora e sagaz escritora, cai na armadilha do egocêntrico e cruel Gustavo, ex-marido de Tekla.

Ela, objeto de desejo dos dois (de formas diferentes), apesar de sua frieza e inteligência, é vitimada pela articulação mal intencionada de Gustavo.

No palco, mais do que ações e gestos, as mentes se enfrentam. A mais ardilosa vence a batalha. A mais ingênua perde a guerra, pois é considerada frágil e destrutível.


Com isso, é deflagrada uma corrente de forças, em que os personagens tentam ser vencedores de seus próprios conflitos. 
   
                         
Cruel é, também, um xeque-mate a instituição do casamento.







O teatro é pura magia, é um espetáculo em que todos DEVERIAM ter acessibilidade. Sou salva da ignorância todo vez que assisto à uma peça. Desejo que todos sejam salvos da caixinha manipuladora de sonhos e vontades.

26 de abril de 2012

SEM PENSAR



Com plateia nas tampas, peça de Anya Reiss, dramaturga de apenas 20 anos, que marca a primeira direção teatral do cineasta Luiz Villaça. Denise Fraga está à frente do elenco, que conta ainda com Kiko Marques, Júlia Novaes, Kauê Telloli e Virgínia Buckowski nos papéis centrais.
O que poderia ser uma virtude — escrever uma peça aos 17 anos —, no meu entender, é um mero exercício adolescente. Uma garota com menos de 20 anos não tem vivência (não se pode exigir isso dela) e muito menos experiência de uma relação amorosa.
No entanto, é exatamente isso que Anya Reiss, nascida em Londres em 1991, faz em Spur of the Moment, traduzida aqui por Sem Pensar. Aos 17 anos ela escreveu esse texto, que relata o final de semana em que Delilah (Júlia Novaes) completará 13 anos. Ao lado das brincadeiras de suas três amigas, a menina assiste a verdadeiros rounds de luta verbal entre seus pais, ao mesmo tempo em que se apaixona por Daniel (Kauê Telloli), um rapaz que aluga um quarto de sua casa. O casal Vicky e Nick (Denise e Kiko) não consegue superar uma traição cometida pelo marido e as brigas são constantes; eles nem percebem que a filha vive um momento especial: além de deixar o mundo infantil, Delilah vive seu primeiro amor, mas não se dá conta que a diferença de idade entre ela e o rapaz pode causar problemas sérios.
Com um cenário criativo de Valdy Lopes (o sobrado em recorte vertical não tem paredes, apenas caibros delimitando os espaços), a trama não aprofunda as questões apresentadas. Se a intenção da autora era fazer uma crítica à estrutura familiar, o público sai frustrado do espetáculo, pois a discussão restringe-se à superfície: a crise conjugal não dá sinais de término e o drama de Daniel (ter se envolvido com uma garota de 13 anos) parece que é vivido só pelo personagem, não se materializa.
A iniciativa de Luiz Villaça em partir para a direção teatral é válida, pena que sua estreia se dá com um texto despretensioso e raso. Já Denise Fraga, uma das grandes atrizes de sua geração, que sabe muito bem modular comédia e drama, tem a árdua tarefa de dar vida a uma destemperada mulher traída e insensível. Tanto talento desperdiçado a um personagem menor.



 


Texto delicioso e com uma devolutiva sensacional após á peça.

25 de abril de 2012

PROVOCADORA... EU?




[Ouvindo Ali e desejando com toda a força que as coisas mudem.]






Ontem assisti a peça a Voz do Provocador, com Antonio Abumjamra (Maravilhoso) e  percebi, que não provoco, sou provocada. Provocação esta na coisificação do homem, banalização, mediocridade. Simples assim -, Provoco o tempo todo, porque sou constantemente provocada.

Não gosto e não compactuo com esta atrocidade vestida de diversão disfarçada. A Tv e a imbecilidade de alguns programas, feitos para nos programar e idiotizar a massa, massacrada: Nos provocando, nos alienando, nos programando para aceitar brincadeiras estúpidas e ridículas. E ainda há pessoas que se divertem com isso.

Falta de Educação é píada, e é aceita e Festejada. Como somos ridículos!



Postarei um artigo escrito pelo ator Wagner Moura, sobre a imbecilidade do Pânico na tv. Leia.


"EU PRESTO ATENÇÃO NO QUE ELES DIZEM, MAIS ELES NÃO DIZEM NADA."




 “Quando estava saindo da cerimônia de entrega do prêmio APCA, há duas semanas em São Paulo, fui abordado por um rapaz meio abobalhado. Ele disse que me amava, chegou a me dar um beijo no rosto e pediu uma entrevista para seu programa de TV no interior. Mesmo estando com o táxi de porta aberta me esperando, achei que seria rude sair andando e negar a entrevista, que de alguma forma poderia ajudar o cara, sei lá, eu sou da época da gentileza, do muito obrigado e do por favor, acredito no ser humano e ainda sou canceriano e baiano, ou seja, um babaca total. Ele me perguntou uma ou duas bobagens, e eu respondi, quando, de repente, apareceu outro apresentador do programa com a mão melecada de gel, passou na minha cabeça e ficou olhando para a câmera rindo. Foi tão surreal que no começo eu não acreditei, depois fui percebendo que estava fazendo parte de um programa de TV, desses que sacaneiam as pessoas. Na hora eu pensei, como qualquer homem que sofre uma agressão, em enfiar a porrada no garoto, mas imediatamente entendi que era isso mesmo que ele queria, e aí bateu uma profunda tristeza com a condição humana, e tudo que consegui foi suspirar algo tipo “que coisa horrível” (o horror, o horror), virar as costas e entrar no carro. Mesmo assim fui perseguido por eles. Não satisfeito, o rapaz abriu a porta do táxi depois que eu entrei, eu tentei fechar de novo, e ele colocou a perna, uma coisa horrorosa, violenta mesmo. Tive vontade de dizer: cara, cê tá louco, me respeita, eu sou um pai de família! Mas fiquei quieto, tipo assalto, em que reagir é pior.


” O que vai na cabeça de um sujeito que tem como profissão jogar meleca nos outros? É a espetacularização da babaquice ”


O táxi foi embora. No caminho, eu pensava no fundo do poço em que chegamos. Meu Deus, será que alguém realmente acha que jogar meleca nos outros é engraçado? Qual será o próximo passo? Tacar cocô nas pessoas? Atingir os incautos com pedaços de pau para o deleite sorridente do telespectador? Compartilho minha indignação porque sei que ela diz respeito a muitos; pessoas públicas ou anônimas, que não compactuam com esse circo de horrores que faz, por exemplo, com que uma emissora de TV passe o dia INTEIRO mostrando imagens da menina Isabella. Estamos nos bestializando, nos idiotizando. O que vai na cabeça de um sujeito que tem como profissão jogar meleca nos outros? É a espetacularização da babaquice. Amigos, a mediocridade é amiga da barbárie! E a coisa tá feia.


” Isso naturalmente não o impediu de colocar a cagada no ar. Afinal de contas, vai dar mais audiência ”


Digo isso com a consciência de quem nunca jogou o jogo bobo da celebridade. Não sou celebridade de nada, sou ator. Entendo que apareço na TV das pessoas e gosto quando alguém vem dizer que curte meu trabalho, assim como deve gostar o jornalista, o médico ou o carpinteiro que ouve um elogio. Gosto de ser conhecido pelo que faço, mas não suporto falta de educação. O preço da fama? Não engulo essa. Tive pai e mãe. Tinham pais esses paparazzi que mataram a princesa Diana? É jornalismo isso? Aliás, dá para ter respeito por um sujeito que fica escondido atrás de uma árvore para fotografar uma criança no parquinho? Dois deles perseguiram uma amiga atriz, grávida de oito meses, por dois quarteirões. Ela passou mal, e os caras continuaram fotografando. Perseguir uma grávida? Ah, mas tá reclamando de quê? Não é famoso? Então agüenta! O que que é isso, gente? Du Moscovis e Lázaro (Ramos) também já escreveram sobre o assunto, e eu acho que tem, sim, que haver alguma reação por parte dos que não estão a fim de alimentar essa palhaçada. Existe, sim, gente inteligente que não dá a mínima para as fofocas das revistas e as baixarias dos programas de TV. Existe, sim, gente que tem outros valores, como meus amigos do MHuD (Movimento Humanos Direitos), que estão preocupados é em combater o trabalho escravo, a prostituição infantil, a violência agrária, os grandes latifúndios, o aquecimento global e a corrupção. Fazer algo de útil com essa vida efêmera, sem nunca abrir mão do bom humor. Há, sim, gente que pensa diferente. E exigimos, no mínimo, não sermos melecados.


No dia seguinte, o rapaz do programa mandou um e-mail para o escritório que me agencia se desculpando por, segundo suas palavras, a “cagada” que havia feito. Isso naturalmente não o impediu de colocar a cagada no ar. Afinal de contas, vai dar mais audiência. E contra a audiência não há argumentos. Será?"



Genteee, acorda... Alguma coisa esta fora da ordem!

19 de abril de 2012

HELL

Ouvindo esta ópera linda, alí .


 
Quando li este livro. Fiquei LOKA. Depois de muito tempo veio a peça. Resultado. Surtei. Não teve jeito. Fui



 O que a gente chama de amor é apenas o álibi consolador da união de um perverso com uma puta, é somente o véu rosado que cobre o rosto assustador da solidão invencível.




Nós procuramos o amor e achamos que o encontramos. Depois vem a queda. De muito alto. É melhor cair do que ficar sempre no chão?






Dizer baboseira neste mundo onde todo mundo tem pensamentos profundos é a única maneira de provar que a gente tem um pensamento livre e independente!



Neste mundo de milhões de seres, relativamente normais, de forma que bastante feios e estúpidos, como quer a norma, eles reivindicam seu direito de mostrar sua feiura e sua estupidez à milhões de outros seres estúpidos e feios, ignorando que a tela é na verdade, um espelho.

'Ela queria se sujar, tinha necessidade disso, mas isso lhe era mortal. '





“Amor, isto é tudo que a gente encontrou para alienar a depressão pós-cópula, para justificar a fornicação, para consolidar o orgasmo. Ele é a quintessência do belo, do bem, do verdadeiro, que remodela a sua cara escrota, que sublima a sua existência mesquinha. Bom, eu, eu o rejeito. Meu coração é castrado.”


' Eu a amo... O tempo todo, sempre, a ponto de morrer. Eu a amo adormecida ou deprimida, eu a amo cheirada, embrutecida, degradada. Ela conseguia, não sei como, permanecer tão pura nas situações as mais degradantes, que me dava vontade de me ajoelhar na frente dela. '







A felicidade é uma ilusão de ótica, dois espelhos que refletem entre si a mesma imagem do infinito. Nem tente buscar a imagem original, não existe nenhuma.
Não diga que a felicidade é efêmera. A felicidade não é efêmera. O sentimento que se sente e é tomado como felicidade quando se está apaixonado, quando se teve sucesso em alguma coisa, é uma liberdade condicional antes de conhecer a pena: o ser amado não se parece com nada, o que você conseguiu não serve pra nada. Isso não a faz infeliz, mas consciente. A felicidade não acaba, ela se retifica.
Nós inventamos a luz para negar a escuridão. Colocamos as estrelas no céu, plantamos postes a cada dois metros nas ruas. E lâmpadas dentro de nossas casas. Apague as estrelas e conteple o céu. O que você vê? Nada. Você está diante do infinito que seu espírito limitado é incapaz de conceber, de forma que você nada mais enxerga. E isso o angustia. É angustiante estar diante do infinito. Fique calmo; os seus olhos sempre encontrarão as estrelas obstruindo a trajetória deles e não irão mais longe. De forma que o vazio dissimulado por elas será ignorado por você. Apague a luz e arregale os olhos ao máximo. Você nada verá. Apenas a escuridão, a qual é mais percebida do que vista por você. A escuridão não está fora de você, ela está em você.


"Pratico e louvo o hedonismo mundano, ele me poupa. ele me poupa das euforias grotescas do primeiro beijo, do primeiro telefonema, de escutar uma dúzia de vezes um simples recado, de tomar um café, uma bebida: as reminiscências da infâncias, os amigos comuns, as férias na côte d'azur, seguidas de um jantar: os escritores prediletos, o mal-estar de viver, o porquê de sair todas as noites, a primeira noite, seguida de outras mis, não ter mais nada o que dizer..."





"ele não responde, joga o casaco sobre meus ombros e me aperta nos seus braços. ele me beija na testa. uma lágrima rola na minha face, seguida de outra. não consigo mais me segurar, é o excesso de emoções contraditórias que ferviam dentro de mim e que transborda sem que eu possa fazer alguma coisa. VIVI DEMAIS CEDO DEMIAS, E POR DEMAIS SOLITÁRIA. eu não mereço que cuidem de mim. fico sem entender. não preciso de ninguém."




Detestei minha vida. Quero viver outras!

Possuo duas armas infalíveis para exercer mi­nha arte, a primeira é a minha inquestionável superioridade, física, intelectual, financeira e social, que arrasa totalmente meu adversário e me torna invulnerável a qualquer tipo de ata­que, a segunda é que estou pouco me lixando para tudo e não tenho vergonha de nada"



Isso é Hell, isso é Lolita Pille. Assistam a peça, mais por favor, leiam o livro. Eu recomendo.

14 de abril de 2012

O IDIOTA



O Idiota é uma das obras-primas do autor russo Fiódor Dostoiévski, considerado o criador do movimento existencialista. Ele gerou este livro na cidade de Florença, entre 1867 e 1868, ao longo de quatro meses. Na gestação deste romance o escritor foi profundamente influenciado pela clássica novela de Cervantes, Dom Quixote. Há várias semelhanças entre o herói espanhol e o príncipe russo Míchkin.

Publicado em 1869, este volume perturbador foi, na época, sucesso de crítica. Nele Dostoiévski narra a história de um príncipe herdeiro que, por alguns anos, permanece na Suíça para se recuperar de uma enfermidade conhecida como idiotia. Ao se considerar curado ele retorna para reivindicar o trono da Rússia.
Nesta mesma ocasião ele conhece a inconstante e imprevisível Aglaia, uma das filhas do casal Epantchiná, com quem ele tem remoto parentesco, e passa a nutrir pela jovem uma profunda afeição. O príncipe, que também é epilético, é a encarnação da bondade, da sinceridade, da fantasia e da inocência, qualidades que muitas vezes são confundidas com patetice e estupidez.
Na verdade, porém, Míchkin é mais perceptivo, sagaz e inteligente que muitos daqueles que o injuriam e perseguem. Ele tem o poder de vislumbrar o interior das pessoas, de conhecer a essência dos que o cercam. Assim, o príncipe conhece muito bem cada ser a sua volta, embora ninguém sequer desconfie disso.
O protagonista deste romance, além de ser o último de sua linhagem familiar, parece também ser o único remanescente de uma Rússia mais verdadeira e correta, idealizada, de certa forma, pelo autor. Desencantado com seu país, ele retrata nas páginas desta obra momentos intensos e terríveis.
Sucedem-se convulsivamente episódios nos quais o dote combinado em uma transação de noivado é queimado em uma lareira; uma crise convulsiva no meio da escada de um hotel causa profunda confusão; uma mal sucedida cena de suicídio se desenrola publicamente; um homicídio inesperado choca os leitores. São atos dramáticos como estes que compõem O Idiota.
E, como sempre nas criações de Dostoiévski, estão presentes questões que assombram sua existência, tais como os surtos convulsivos, a crise financeira e o vício nos jogos. Ele também enfoca, na tentativa de resgate o passado de sua terra natal, as problemáticas do nacionalismo típico da Rússia e da religião católica na região eslava.
O escritor russo recheia sua obra com profundas interpretações de natureza psicológica, narrativas inquietantes e humor inteligente. Sua visão de mundo e seus ideais permeiam cada página de O Idiota, bem como os lances de sua própria existência, como a epilepsia que o assediou por toda a vida e as mulheres que ele amou.


Algumas fotos desta peça incrível e indiscritível...



AGLAIA E NASTASSIA no Trepa-Trepa 



AGLAIA E MICHKIN o Banco Verde





CRISTO VIVO de Hans Holbein Casa do Irmão



 

 
RAGOJAN E MICHKIN Casa do Irmão
 



 
NINA Casa do Pai 




 
NASTASSIA, MICHKIN e ALGAIA Trepa Trepa
 



 
LHEBEDIEV e MICHKIN A Besta do Apocalipse
 


 


NASTASSIA, NINA, GANIA, Gen. IVOLGUIN, KOLIA, MICHKIN e FIERDICHENKA Casa do Pai 






MICHKIN e NASTASSIA





 
AGLAIA e Gen. Ivolguin Olhos nos Olhos 


Mais fotos? Clica aqui.

2 de abril de 2012

SIMPLES ASSIM...


     (Estou fazendo uso deste remedinho sim!)






Só pensei nesta música aqui






Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua.

"Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Pra caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?

No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!". O "Não, não e não''! E tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade ''Não, absolutamente não!'' O substituem. O "Nem fodendo" é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo "Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!". O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.

Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD porra nenhuma!", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!". O "porranenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepone", "repone" e, mais recentemente, o "prepone" - presidente de porra nenhuma.

Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!", ou seu correlato "Puta-que-o-pariu!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba...Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.

E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cu!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cu!". Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no olho do seu cu!". Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.

E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!". Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e autodefesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? "Fodeu de vez!".

Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do ''foda-se!"? O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta.". Não quer sair comigo? Então foda-se!". "Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!".

O direito ao ''foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal. Liberdade, igualdade, fraternidade e FODA-SE.



CRÔNICA DO PALAVRÃO - Millôr  Fernandes



26 de março de 2012

LOUCOS E SANTOS




Este poema tem que ser falado assim...





Somente para meus amigos... Poucos e Únicos!

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.

(Oscar Wilde)

3 de fevereiro de 2012

NOME FEIO

(TRAIÇÃO)... É macha que não sai. É a espada que vem por trás e atinge o coração fisica e moralmente. Ela é uma saída para quem não se entrega por inteiro. Não aceito mais metades! (não amarei mais covardes). É questão de caráter. E nem todos tem.


Me deliciando ao som de Do it
com Lenine, lá.




Seja no amor ou na falta dele. Tenha coragem. Não mascare a verdade. Ela te engolirá. Siga o exemplo desta menina... Há de se ter coragem, cão covarde!





é preciso saber viver (...)

24 de janeiro de 2012

RECEITA PRA LAVAR PALAVRA SUJA





Mergulhar a palavra suja em água sanitária, e depois de dois dias de molho quarar ao sol do meio dia.

Algumas palavras, quando são alvejadas ao sol, adquirem consistência de certeza, como, por exemplo, a palavra vida. Existem outras, e a palavra amor é uma delas, que são muito encardidas e desgastadas pelo uso, o que recomenda esfregar e bater insistentemente na pedra e depois enxaguar em água corrente. São poucas as palavras que resistem a esses cuidados, mas sempre existem aquelas.

Dizem que limão e sal tiram sujeiras difíceis, mas toda tentativa de lavar a piedade foi sempre em vão. Eu nunca vi palavra tão suja quanto perda; perda e morte, na medida em que são alvejadas, soltam um líquido corrosivo que atende pelo nome de amargura, que é capaz de esvaziar o vigor da língua. O conselho nesse caso é mantê-las de molho num amaciante de boa qualidade.

Mas se o que você quer é só aliviar as palavras do uso diário, pode usar sabão em pó e máquina de lavar. O perigo é misturar palavras que mancham no contato umas com as outras. Culpa, por exemplo, mancha tudo que encontra, e deve sempre ser alvejada sozinha. Outra mistura pouco aconselhada é amizade e desejo. Desejo é uma palavra intensa e pode, o que não é evitável, esgarçar a força delicada da palavra amizade.

É importante não lavar demais as palavras sob o risco de perderem o sentido. Aquela sujeirinha cotidiana, quando não é excessiva, produz uma oleosidade que dá vigor aos sons.

Muito importante na arte de lavar palavras é saber reconhecer uma palavra limpa. Conviva com as palavras durante alguns dias, deixe que se misturem em seus gestos e que passeiem pela expressão de seus sentidos. À noite, permita que se deitem não ao seu lado, mas sobre o seu corpo. Enquanto você dorme a palavra plantada em sua carne prolifera em toda a sua possibilidade.

Se você puder suportar essa convivência até não mais perceber a presença dela, aí você tem uma palavra limpa.



Uma palavra limpa é uma palavra possível.



(Vivane Mose)

10 de janeiro de 2012

PRESENÇA VAZIA










É tanto esforço e  não consigo extinguir esta chama!












Afinal, como se apaga alguém que arde dentro e fora da gente? Como não deixar que incendeie cada póro?

A distância machuca, sabia?

Daí vem aquela ingrata. Não tem nada para ocupar o seu lugar - Saudade é uma ausência presente e sentida. Saudade é falta. É fome. Saudade é agonia que vai ardendo, queimando (sarcásticamente) - até sufucar, e assim se faz notar com sua presença vazia.

Saudade é uma louca, doidivana de sorriso amarelo e escancarado, que quando não cabe no peito, vai transbordando pelos olhos.
E fim. 



Viu o que a saudade de você fez comigo, menino?
- Quase me engoliu!



Tô com sintomas de Saudades '-' amor.


QUE SEJA ASSIM


...Bicicletas, Bolos e Outras Alegrias

Não estava em um show - não era show - era melhor. Era encantamento. Ela rodopiava, eu vidrada, olhava...

Cantei e dancei ao som de quase todas essas Músicas. Não tinha como não sentir, então senti.

                            [EXPLOSÃO]











Euforiaaaaa.

9 de janeiro de 2012

SE NÃO FOSSE TRÁGICO...









E viva a televisão aberta!
E amanhã é dia de dar mais uma espiadinha.
[Ao som de Vida Real]


A IRONIA


... É mesmo uma menina sarcástica e com salto alto.



Feche os olhos e ouça , Alanis Morissette.


 
Sempre penso o contrário do que digo. Sempre digo o contrário do que penso - que ironia né? Tão fina, tão tênue...

 Ainda bem que tudo pode ser questionado, ufá¹. Alívio.

As vezes rio nas horas mais dramáticas ou românticas. As vezes sou um INsulto... As vezes queria ser gostável. As vezes queria gostar de muita gente, mas não. Não gosto e ponto. Sou para poucos. Não sou um pedaço de torta para ser dividido. Ainda bem. Ufá².

Irônica sempre e na medida da minha linha, pois o que  aconteceria afinal se o Pinocchio dissesse: Estou mentindo?
Já pensou?! Ufá³.

Não acredito no que vejo, não sou pequena. Tem que ter uma Fé enorme. I have!


E outra, tenho também uma gaveta com papel (no plural), onde escrevo trechos de músicas por não lembrar todas as letras. Tenho uma parede quente de tão vermelha e um chocolate no armário. Como pode perceber, não tenho tempo a perder! Vez ou outra, sei lá.  

No entanto... Nem é sempre que dá para discernir pessoas de coisas - vice/versa.

Irônica? Ah vá...

riALTO


#nãoresisti. Postei.
Eu e meu ócio ouvindo esta música Acolá.


Se me odeia...


Deita na BR!



Minha vizinha me deixa contente e dançante com estas músicas inusitadas. 'Gosti'. 

Momento deve ser isso - rir por dentro transbordando e continuar bailando como se estivesse com borboletas no estômago. Deu vontade até de ouvir e dançar está outra música aqui. Lembra Keko e Milly, rs? - Este nosso esquenta para o carnaval, está hilário.


#beijodocenabochecharosadad'oceis.


7 de janeiro de 2012

RE - AMANDO


[Tô com está  Música na cabeça]


Eu arrumei um amor...ah! essa é nova! rsrs



Remar, re-amar, amar!


Caio F.


O MEDO DO AMOR



Ouvindo está música deliciosa Aqui.



Medo de amar? Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê.

O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável. Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade.

E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.

Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.

Martha Medeiros



Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo.
(Foto tirada no Mansiones Hotel)




5 de janeiro de 2012

IDENTIDADE

Há tempos estou querendo fazer download desta música. Ele me remetia há um passado. Não a música em si, mas seu assunto.

Achava que cabelo bom, era cabelo liso. Eu, justo eu que sou neguinha, nascida de uma mistura brasileira... Não gostava dos meus cabelos. Tinha vergonha. Também com a marcaçao cerrada que faziam, sempre cantavam:

- "Negra do cabelo duro, qual é o pente que te penteia..." ou "cabelo, cabeleira, cabeludo... descabelado..."

Quando esta música surgiu no segundo semestre de 2011, enlouqueci. Entendi.

Este comercial tão simples e bonito. Ainda não mostra cabelos como os meus, ou bem crespos... mas já é um salto grande.

Identidade é isso, é se (RE)conhecer e trans(FLOR)mar-se no que quiser. Aceite-se. Ame-se.

DO QUE FICA!




"A gente não guarda os dias... guarda os momentos."






[Ouvindo Band Of Horses The Funeral, Alí]

EU QUERO SER FELIZ AGORA


[Ouvindo Alí e desejando com muita força, aqui, ser feliz agora!]



Tenta o que quiser. Tentativas são para os fracos mesmo. Mas no meu sonho não - Ser feliz hoje é mais importante do que ser feliz pra sempre. Tô com pressa.

Nunca fui limitada, bastava ser comportada e pronto. Asneira feita. Diziam, faziam o que quisessem. Bastou. Agora sou, e de propósito. Felicidade. E até posso permitir, uma vez ou outra, que as pessoas me deixem sem fôlego...

Estou me livrando daquelas coisinhas que machucam a gente, e percebo que ao me livrar, doem ainda mais. Então, fico quieta, fecho os olhos e arranco de uma vez.

Pergunto pra mim:
- Passou?
(Digo):
- Nãoooo!
Mas com dor, sou bem + real.

Assim sendo, fiz um trato com o meu contentamento. Não quero mais perceber a felicidade, quando ela não estiver mais em mim.
Se dará certo? - Não sei, mas estou contente. Já sei chegar até as nuvens com os pés no chão!

Do mais...

Permaneço completamente Nonsense e incomodando muitoooo com esse humor pertubado e crítico. Tô brincando de ser feliz, vou fazer o que "o mestre mandou:"

"Me jogar na primeira ousadia, que tá pra nascer o dia do futuro que me adora. Botar o microfone na lapela, olhar pra vida e dizer pra ela...
EU QUERO SER FELIZ AGORA."



... E estou sendo! Amém.   *-*



Minhas Vogais e Consoantes são Altamente Inflamáveis e Ardidas