29 de novembro de 2011

EU SEI




"E tem o seguinte, meus senhores:
Não vamos enlouquecer, nem nos matar, nem desistir.

Pelo contrário:
Vamos ficar ótimos e incomodar bastante ainda".









Caio F. Abreu

10 de novembro de 2011

!!!

Ouvindo I'm like a bird,  ali.




Acho que eu magoei profundamente alguém esses dias. É estranho ter esse tipo de clareza, porque eu me sinto meio boba com a sensação de que aumento o sentimento, mas... acho que magoei e com força.

 
Eu sempre tento reproduzir aquela lógica do karma − não faça aos outros o que não gostaria que fosse feito a você −, então me blindo com a justificativa de que sempre fui sincera nos meus relacionamentos, nunca enganei ninguém, nunca menti, nunca prometi mundos e fundos... Mas é confuso. É tudo tão confuso. Porque de alguma forma quando você olha nos olhos do outro, beija na boca do outro e sente o corpo, a energia, recebe e entrega carinho, suas almas se conectam, né? Você “promete” sentimentos mesmo que nem perceba que promete. Podem me chamar de romântica, boba e louca. Eu sou.

Acho que a gente pode tentar banalizar o amor e o sexo da forma que quiser, mas se houver dentro da gente ainda um pouco de sentimento pela vida, pelas pessoas, a gente nunca vai conseguir enxergar do outro lado só mais um pedaço de carne. Não vou dizer que, como em “O pequeno príncipe”, as pessoas são responsáveis por aquilo que cativam mas... Quantas e quantas vezes, em uma relação modesta mas repleta de carinho, você já não esteve do outro lado e alimentou em si mesmo e sozinho uma expectativa que foi devastada por alguém que nunca havia prometido nada a você?

Acho que eu magoei profundamente alguém esses dias. E eu nem queria. Mas fiz.

Esse texto está ficando estranho e denso demais. Eu queria falar de um assunto leve, mas é que a vida nem sempre é leve. Às vezes nossas atitudes são duras e agudas, coisa de quem já sofreu tanto e se abriu tanto em outras histórias, que prefere se revestir com a armadura e a espada de alguém que escolhe não sentir apenas para não correr o risco de sofrer.

 
Acho que o mocinho (esse que eu mencionei lá no início) não soube bem o que fazer com tanta transparência. Ele tentou e ofereceu o que podia, do jeito que sabia, enfim.


Acho que no fundo eu só queria era dizer: “Não seja um otário comigo. Já sofri tanto... Me conquiste!”


No fundo eu nunca disse. No fundo ele não leu.


(E nos perdemos pra sempre... assim.)

9 de novembro de 2011

DO QUE FICA



"A gente não guarda os dias... guarda os momentos."


 
Ouvindo Band Of Horses, The Funeral, aqui.

 
 
[Quis escrever um texto lindo, mas... só tinha calma, tranquilidade e um pouco de cansaço. E eu ia adormecer, quietinha, mas quis dividir uma música. Então vim.
 

É que às vezes não existe intensidade, só aqueles momentos em que a gente suspira e é tomada por uma sensação de felicidade tão comum que... nem sei dizer.

Me lembro de ter lido..."Se você quer labaredas todas as noites, junte-se ao corpo de bombeiros."

Até gosto da calma. Apesar de estranha... e silenciosa, e morna.

Até gosto da calma. Sublime, inerte. Assim.]


8 de novembro de 2011

HOJE ACORDEI COM...


Vontade de ouvir o barulho da chuva.
 
Não choveu lá fora. Só aqui dentro - ouvi cada gota -  som de água - som de limpeza. Aproveitei. Lavei a calçada, a escada. Esfreguei com vida, minha vida.
 
Queria ouvir a chuva, então ouvi.  Adormeci ao som do site Rainy Mood. O tempo todo toca aquele barulhinho de chuva sem parar. O problema é se você esquecer ligado ao dormir e acordar com preguiça no outro dia.
 

E a vontade de sair de casa, digo, da cama - fica mínima... Lá fora o mundo pode até desabar, mas aquele aconchego, aquele conforto, é onde você se sente mais inteira, mesmo estando tão metade - metade tão completa.

7 de novembro de 2011

UM BELO DIA



... Eu acordei tão bonita, tão feliz, tão realizada, tão mulher, que eu acabei me tornando mulher DEMAIS para ele."



1 de novembro de 2011

COM TODAS AS RETICÊNCIAS (...)



"Continuo a pensar que quando tudo parece sem saída,
sempre se pode cantar.
Por essa razão, escrevo." (Caio F.)





Queria te abraçar e dizer que vai ficar tudo bem. Queria dizer que estou feliz, mas meu receio é que você esteja sendo idiota. Queria saber que eu nunca fui idiota. Queria trocar de lugar... ás vezes!

Queria ter sido mais irresponsável, mais de mim... mais pr'a mim.

Duas da manhã em uma noite perfeita, se parecem muito com o inferno da revelação de que o livro terminou porque se perderam as últimas páginas. E a confusão sincrônica das minhas más decisões e das suas, me colocam em um estado de suspensão que nem sei... Talvez eu quisesse dizer que vou estar sempre aqui.
Mas não é verdade.

Talvez eu devesse dizer, mas não seria honesta comigo. Talvez eu nem saiba. Talvez... eu já soubesse!


Ouvindo Tiê, ouvindo o teu e o meu silêncio.






Minhas Vogais e Consoantes são Altamente Inflamáveis e Ardidas